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Forças armadas dos EUA desmentem notícias sobre crise de saúde mental a bordo do USS Abraham Lincoln

Marinheiros e fuzileiros alinham-se no convés do porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) ao zarpar de San Diego, em 3 de janeiro de 2021
Marinheiros e fuzileiros navais perfilam-se no convés do porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) durante a partida de San Diego, 3 de janeiro de 2021. Direitos de autor  2022 The San Diego Union-Tribune
Direitos de autor 2022 The San Diego Union-Tribune
De Nathan Rennolds
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Segundo os relatos, o porta-aviões USS George Washington deverá agora substituir o Abraham Lincoln no Médio Oriente.

As forças armadas dos EUA estão a desmentir as notícias sobre uma crise de saúde mental entre os tripulantes a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, que se encontra no mar há mais de 260 dias, enquanto participa nas operações de Washington no Médio Oriente.

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Numa publicação nas redes sociais, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que se verificaram "várias alegações falsas" e "notícias erradas generalizadas" relacionadas com a mobilização do porta-aviões e que a tripulação continuava "resiliente e determinada".

Nos últimos dias, têm aumentado as preocupações quanto ao bem-estar da tripulação e às condições a bordo do navio, o quinto porta-aviões da classe Nimitz dos EUA e um dos maiores navios de guerra do mundo.

O senador norte-americano Richard Blumenthal, do Partido Democrata, escreveu na quarta-feira ao secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e ao secretário interino da Marinha, Hung Cao, enumerando os problemas relatados e exigindo saber que medidas estavam a ser tomadas.

"Tem havido relatos generalizados de escassez de bens essenciais, contaminação da água, problemas de canalização, deterioração da saúde mental, preocupações com a segurança nos conveses e perturbações no sistema postal, o que fez com que muitos pacotes de apoio a caminho do navio se perdessem em trânsito durante meses", escreveu Blumenthal, acrescentando que "as recentes missões dos porta-aviões têm-se prolongado repetidamente para além das durações inicialmente previstas".

Durante uma visita ao Panamá na quinta-feira, Hegseth afirmou que as condições — muitas das quais tinham sido relatadas pelos meios de comunicação militares "Navy Times" e "Stars and Stripes" — foram "completamente deturpadas".

"Asseguramo-nos de que cada navio, cada tripulação, cada capitão tenha tudo o que lhes podemos fornecer a cada momento", referiu. "Algumas missões são mais longas do que outras, e tenho mais respeito e gratidão por esses marinheiros do que por qualquer outra pessoa."

O CENTCOM confirmou que um marinheiro "caiu ao mar" a 3 de agosto, mas disse que foi "resgatado de forma rápida e segura" da água.

O porta-aviões USS George Washington está, alegadamente, prestes a substituir o Abraham Lincoln no Médio Oriente.

Um caça F/A-18 na pista de voo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, no mar da Arábia, segunda-feira, 3 de junho de 2019
Um caça F/A-18 na pista de voo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, no mar da Arábia, segunda-feira, 3 de junho de 2019 Associated Press

Os porta-aviões da classe Nimitz dos EUA são utilizados para operar caças e para apoiar as tropas terrestres no estrangeiro. São também utilizados em operações de segurança marítima contra ameaças terroristas ou para proteger a navegação mercante.

O Abraham Lincoln tem vindo a participar na Operação Fúria Épica, a campanha militar do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irão.

A operação teve início com uma série de ataques no final de fevereiro e tem como objetivo "desmantelar o aparelho de segurança do regime iraniano".

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