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Bolívia: explosões em base militar fazem pelo menos 2 mortos e 81 feridos

Soldados marcham durante um desfile militar que assinala o 201.º aniversário do Exército da Bolívia, em El Alto, Bolívia, sexta-feira, 7 de agosto de 2026.
Soldados marcham durante um desfile militar que assinala o 201.º aniversário do exército da Bolívia, em El Alto, Bolívia, sexta‑feira, 7 de agosto de 2026. Direitos de autor  Copyright 2026. The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Copyright 2026. The Associated Press. All rights reserved
De Nathan Rennolds
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O ministro da Defesa da Bolívia afirmou que a primeira explosão “envolveu pólvora negra de material pirotécnico armazenado no local”, enquanto a segunda, “muito maior”, ainda está a ser investigada.

Pelo menos duas pessoas morreram e 81 ficaram feridas após duas explosões numa base militar na Bolívia, esta sexta-feira, segundo as autoridades.

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O ministro da Defesa boliviano, Ernesto Justiniano, explicou que as fortes explosões ocorreram no Centro de Manutenção Geral RAM-2 “Bolívar”, em Viacha, a sudoeste da capital administrativa, La Paz.

Segundo Justiniano, o local era utilizado para armazenar “material pirotécnico”. Acrescentou que “não foi detonado qualquer tipo de armamento” durante o incidente.

“O mais importante esta noite é proteger as pessoas, socorrer os feridos, prosseguir a busca por aqueles que ainda não foram encontrados e garantir que as famílias só regressem a casa quando as condições forem seguras”, disse aos jornalistas, acrescentando que sete pessoas continuavam desaparecidas.

Imagens que estão a circular nas redes sociais e que parecem mostrar uma das explosões revelam uma enorme deflagração e uma coluna de fumo a erguer-se no ar.

Justiniano adiantou que as informações preliminares indicam que a primeira explosão “envolveu pólvora negra de material pirotécnico armazenado no local”, enquanto a segunda deflagração, “muito maior”, continua a ser investigada.

Num texto publicado na rede social X, o presidente boliviano, Rodrigo Paz, manifestou as suas “mais profundas condolências” às famílias das vítimas mortais e aos feridos nas explosões.

“Ordenei também uma investigação exaustiva, técnica e transparente ao que aconteceu”, escreveu. “Temos de apurar com absoluta clareza as causas deste incidente, verificar o cumprimento dos protocolos de segurança e determinar quem é responsável”.

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