Noutras zonas da Ucrânia, um ataque com drone russo matou civis num posto de controlo na fronteira com a Moldova, informou na quarta-feira o Serviço Estatal de Guarda de Fronteira da Ucrânia.
A Rússia lançou, na noite de terça para quarta-feira, um ataque em grande escala com mísseis e drones contra Kiev, que causou a morte a pelo menos cinco pessoas e feriu outras 35, segundo a comunicação social ucraniana.
Edifícios residenciais, uma escola e vários armazéns terão ficado danificados nos ataques, o que marca o fim definitivo de uma suspensão temporária das hostilidades em Kiev e Moscovo durante uma visita de fim de semana de enviados dos Estados Unidos.
Noutra região da Ucrânia, um ataque russo com drone matou civis num posto de controlo na fronteira com a Moldova, informou esta quarta-feira o Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia.
“Durante a noite, a Rússia atacou o posto de controlo rodoviário internacional de Starokozache, na fronteira com a Moldova, com UAV de ataque (veículos aéreos não tripulados)”, escreveu o serviço numa publicação no Telegram.
O ataque matou e feriu civis que se encontravam perto do posto e provocou incêndios, acrescentou, sem precisar o número de vítimas.
O Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras indicou que o posto de controlo foi encerrado após o ataque.
Noruega: conversações
Entretanto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, chegou na terça-feira à Noruega, na véspera do funeral do rei Harald V, numa visita que permitirá também discutir com Oslo o apoio em matéria de defesa aérea.
Zelenskyy reuniu-se na noite de terça-feira com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, indicou o gabinete do chefe do governo em comunicado.
“Vamos debater a continuação do apoio à Ucrânia. A principal questão é o reforço da defesa aérea e a ajuda noutras áreas que são importantes para ultrapassar o inverno”, disse Zelenskyy numa publicação na rede social X.
O dirigente ucraniano afirmou que ele e a mulher irão “expressar a nossa gratidão à Noruega na cerimónia de despedida de Sua Majestade o rei Harald V”, que morreu no mês passado, aos 89 anos, e será sepultado em Oslo esta quarta-feira.
“A Ucrânia tem uma necessidade crítica de sistemas de defesa aérea e de outras formas de apoio militar e está a preparar-se para enfrentar um inverno difícil”, afirmou o gabinete de Støre.
“As conversações incidirão em particular sobre a forma como a ajuda militar e civil norueguesa pode responder da melhor maneira às necessidades atuais da Ucrânia”, acrescentou.
Por razões de segurança, não está prevista qualquer conferência de imprensa.
“O nosso ponto fraco são as capacidades antibalísticas. Vamos tornar-nos mais fortes. Terei reuniões tanto na Noruega como no Canadá”, declarou Zelenskyy no domingo.
“Temos de desenvolver o nosso próprio sistema antibalístico ucraniano”.
A Noruega é um dos principais fornecedores de ajuda militar e civil a Kiev desde a invasão em grande escala lançada pela Rússia em fevereiro de 2022.
Mais cedo, na terça-feira, o Reino Unido anunciou que vai disponibilizar 100 milhões de libras (116 milhões de euros) para reforçar, neste inverno, as capacidades de defesa aérea da Ucrânia, incluindo com mísseis Patriot.
O Reino Unido fornecerá também “intercetores de defesa aérea, munições de artilharia de grande calibre e drones”, como parte da contribuição para um programa da NATO de apoio a Kiev, adiantou o ministério da Defesa em comunicado.
A Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia (PURL, na sigla em inglês) foi criada em 2022 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e pela NATO.
Mais de 20 países investiram milhares de milhões de dólares no programa, que visa garantir um fluxo previsível de apoio letal e não letal à Ucrânia, com material militar adquirido sobretudo aos Estados Unidos.