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Trump ridiculariza Sheinbaum por causa do Golfo do México e imita a sua suposta reação: “Não, não, por favor”

O presidente Donald Trump discursa num evento da Anduril Industries, Inc., no estaleiro Sparrows Point, na terça-feira, 6 de outubro de 2026, em Sparrows Point, Maryland.
Donald Trump fala num evento da Anduril Industries, Inc., no estaleiro Sparrows Point, terça-feira, 6 de outubro de 2026, em Sparrows Point, Maryland. -  Direitos de autor  Foto AP/Stephanie Scarbrough
Direitos de autor Foto AP/Stephanie Scarbrough
De Christina Thykjaer
Publicado a •Últimas notícias
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O presidente dos Estados Unidos afirma que a líder mexicana lhe telefonou a pedir que não alterasse o nome do Golfo do México e justificou a mudança com um dado sobre a costa que os números disponíveis não confirmam.

Esta terça-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a falar da decisão de rebatizar o golfo do México como “golfo da América” e troçou da reação que, segundo descreveu, teve a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, quando soube da mudança.

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Durante uma cerimónia com membros da Marinha norte-americana em Baltimore, Trump afirmou que Sheinbaum lhe telefonou a pedir que não alterasse o nome. O presidente recriou a alegada conversa perante os presentes e disse que respondeu à presidente mexicana que a decisão já estava tomada.

“Foi um momento um pouco complicado quando fiz isso. Recebi uma chamada da presidente do México. Era uma mulher muito simpática, bonita, com uma voz maravilhosa, e disse-me: ‘Não, não, presidente. Por favor, por favor, diga-me que não é assim’”.

Trump defendeu a alteração, alegando que os Estados Unidos concentram 93% da costa do golfo, contra apenas 7% do México. Porém, os dados disponíveis não sustentam essa proporção.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) e cálculos publicados pela Comissão Nacional para o Conhecimento e Utilização da Biodiversidade (Conabio) indicam uma repartição muito mais equilibrada. Segundo a Conabio, com base em dados geoespaciais do Flanders Marine Institute, o México representa 47,67% do espaço marítimo do golfo e os Estados Unidos 44,75%.

Sheinbaum rejeita novo nome

Sheinbaum tem contestado repetidamente a designação promovida por Trump e defende que o nome reconhecido internacionalmente continua a ser golfo do México. A presidente chegou mesmo a responder com ironia à polémica, sugerindo a possibilidade de se referir aos Estados Unidos como “América mexicana”.

Trump ordenou a mudança da denominação para “golfo da América” em 2025, decisão que desde então tem provocado divergências com o Governo mexicano sobre a utilização do nome.

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