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Reforma do ensino marca presidenciais dos EUA

Reforma do ensino marca presidenciais dos EUA
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Na corrida para as eleições presidenciais, o tema da educação é intensamente debatido nos EUA. O último relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico concluiu que 42% dos adultos americanos acederam ao ensino superior.

Mas o país está a ficar para trás em comparação com outros, como o Canadá e o Japão. Será culpa da legislação? Ou da crise económica? Ou das duas?

“Nenhuma criança fica para trás” é o título da reforma da educação apresentada pelo Presidente Bush, em 2001. Dez anos depois, um inquérito da empresa Gallup mostra que os americanos pensam que o sistema de educação ficou pior e tanto os candidatos Barack Obama como Mitt Romney prometem revê-la.

A escola Brennan Rogers, em New Haven, é uma das que tem dificuldades em cumprir os critérios da legislação, que estipula níveis rigorosos de aproveitamento em matemática e leitura. Quando não cumprem os requisitos, as escolas correm o risco de fecharem, ou de sofrerem uma forte reestruturação.

Mas como a revisão da lei está congelada ao nível parlamentar, o poder regional tenta resolver o problema e a diretora Karen Lott recebeu financiamento público para reformar a escola, que pôs em prática reformas tais como o ensino individualizado, maior envolvimento dos pais e aumento do número de horas letivas.

Os professorss também aceitaram ser avaliados – uma questão polémica no atual debate sobre a reforma da educação. “Acredito que o professor deve ser responsabilizado pelo que se passa todos os dias na aula. Deve poder mostrar que cada aluno está a evoluir, mesmo que pouco, que tem capacidades. É por isso que somos professores”, disse a professora Daron Cyr.

Voltar à escola em adulto

Os Estados Unidos enfrentam uma crise económica desde 2008, com o desemprego a afetar muitos cidadãos. Para um quarto dos norte-americanos, voltar à escola é visto como uma tábua de salvação para conseguir trabalho.

É o caso de Elisabeth O’Brien, 42 anos, estudante de Biotecnologia. Perdeu o emprego em 2010, quando a última fábrica de automóveis de São Francisco fechou as portas.

“Acabou por ser a oportunidade para fazer aquilo que realmente me interessa, para aprender novas competências e atingir os meus objetivos de vida”, disse Elisabeth.

Mas porque é que os Estados Unidos perderam o lugar de topo na educação a nível mundial que tinham há trinta anos?

Marc Tucker preside ao Centro Nacional de Educação e Economia, em Washington, e estuda as escolas norte-americanas desde os anos 80, quando começou o declínio.

Um dos problemas está no complexo processo de decisão política, que passa pelos níveis federal, estadual e local. Outra questão é sócio-económica, já que as escolas obtêm verbas por duas vias: governo central e taxa local.

“Se tiverem a sorte de viver numa zona em que a comunidade tem pessoas de altos rendimentos e casas luxuosas, as escolas conseguem obter avultadas verbas sem muito esforço. No outro extremo, estão as pessoas com pouco dinheiro e sistema de habitação empobrecido. Essas têm de dispensar uma boa parte do seu rendimento para a taxa educativa, mas no final representa pouco dinheiro face às necessidades das escolas”, explica o especialista.

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