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Donald Trump demite secretária de Segurança Interna Kristi Noem

Imigração: Trump demite a secretária de Segurança Interna
Imigração: Trump demite a secretária de Segurança Interna Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Diana Rosa Rodrigues & Ricardo Figueira com AP
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O presidente dos Estados Unidos anunciou a saída da muito contestada Kristi Noem do cargo de secretária de Segurança Interna. O senador republicano do Oklahoma Markwayne Mullin irá assumir a pasta.

Donald Trump anunciou esta quinta-feira a saída de Kristi Noem do cargo de secretária de Segurança Interna.

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"Kristi Noem, que nos serviu bem e obteve muitos e espetaculares resultados (especialmente na fronteira!), passará a ser enviada especial para o Escudo das Américas, a nossa nova iniciativa de segurança no hemisfério ocidental que anunciaremos no sábado em Doral, Florida", anunciou o presidente norte-americano na sua rede social Truth Social.

Na mesma publicação Donald Trump anunciou que Noem, que liderou a campanha de imigração de Trump e as sucessivas polémicas que dela surgiram, será substituída pelo senador republicado do Oklahoma Markwayne Mullin.

"Markwayne dá-se bem com as pessoas e sabe da sabedoria e coragem necessárias para levar adiante a nossa agenda America First", indicou o líder da Casa Branca.

Noem é a primeira secretária do gabinete a deixar o cargo durante o segundo mandato de Trump. A saída da sectretária norte-americana encerra um mandato tumultuado supervisionando táticas de fiscalização da imigração que foram alvo de protestos e ações judiciais.

Mandato polémico chega ao fim

Os últimos meses foram marcados por uma política de imigração particularmente severa, com a polícia de fiscalização da imigração ICE debaixo de fogo por parte de uma grande fatia da opinião pública após a morte de dois civis no estado do Minnesota, a permanência neste e outros estados contra a vontade dos governos estaduais e ações consideradas abusivas, incluindo a detenção de crianças.

A notícia do afastamento apenas um dia depois de Noem ter sido questionada por membros do Partido Republicano e do Partido Democrata no Congresso norte-americano. Noem foi interrogada durante dois dias pelos congressistas na sequência das duas mortes no Minnesota, que levaram os democratas na Câmara dos Representantes a avançar com um processo de destituição e pelo menos dois republicanos a pedir também a sua saída. O papel de Noem nestes incidentes tornou-se ainda mais polémico ao dizer que as pessoas mortas eram "culpadas de terrorismo doméstico".

Antes de ser nomeada secretária da Segurança Interna por Trump, Noem foi governadora da Dacota do Su.

Quanto ao novo papel, ainda há poucas informações sobre o que será esse "Escudo das Américas" para o qual Noem será enviada especial. Trata-se de um programa de segurança focado na defesa e na cooperação entre os países do Hemisfério Ocidental.

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