Keir Starmer anunciou que vão ser enviados mais quatro caças Typhoon para o Qatar, em reposta aos pedidos de "mais ajuda" dos aliados do Golfo.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido vai enviar mais quatro aviões de combate para o Qatar, no meio do conflito com o Irão.
Os quatro aviões Typhoon vão juntar-se a um esquadrão britânico já existente no Golfo "para reforçar as nossas operações defensivas no Qatar e em toda a região", disse Starmer aos jornalistas. O ministro disse, ainda, que estão a ser enviados helicópteros Wildcat com capacidade anti-drone para Chipre.
O anúncio foi feito depois do Secretário de Estado da Defesa britânico, John Healey, ter chegado a Chipre, na sequência de um ataque de drones contra uma base da Força Aérea Real na ilha mediterrânica, no início da semana.
Um drone não tripulado de fabrico iraniano atingiu um hangar na base de Akrotiri, na segunda-feira. Dois outros drones detetados nesse dia foram abatidos por aviões de guerra britânicos.
A dupla discutiu como é que "o Reino Unido está a reforçar as nossas defesas aéreas para apoiar a nossa segurança partilhada", disse Healey numa publicação no X.
O encontro aconteceu depois do governo trabalhista britânico ter sido criticado pelas autoridades cipriotas, relativamente à sua reação aos ataques.
Na quarta-feira, o Alto Comissário de Chipre para o Reino Unido, Kyriacos Kouros, disse que os cipriotas estavam "desapontados" com o nível de partilha de informações com os residentes.
"Digamos que as pessoas estão desiludidas, as pessoas estão assustadas, as pessoas podiam esperar mais", disse ao programa Newsnight da BBC.
Starmer afirmou, numa conferência de imprensa na quinta-feira, que dois helicópteros Wildcat armados com mísseis Martlet, capazes de abater drones, vão chegar a Chipre na sexta-feira. Anunciou o envio destes helicópteros na terça-feira, acrescentando que estava também a enviar "helicópteros com capacidade para combater drones" como parte das "operações defensivas" do Reino Unido na região.
O primeiro-ministro britânico destacou também o HMS Dragon, um contratorpedeiro de defesa aérea do tipo 45, capaz de lançar oito mísseis em menos de 10 segundos e de guiar até 16 mísseis em simultâneo.
Starmer tem sido criticado pelo partido conservador da oposição por ter sido demasiado lento a enviar recursos para a região.
O primeiro-ministro insistiu que, ao longo de janeiro e fevereiro, o governo deslocou caças, mísseis de defesa aérea e sistemas de radar avançados para a região.
Os jatos Typhoon e F-35B do Reino Unido têm estado a operar no Médio Oriente desde o início da guerra no Irão, no sábado, com os ataques israelo-americanos contra Teerão e a outras cidades do país.
Inicialmente, Starmer recusou-se a desempenhar qualquer papel na guerra, mas mais tarde concordou com um pedido dos EUA para utilizar duas bases militares britânicas - em Gloucestershire e a base britânico-americana de Diego Garcia, no Oceano Índico - para um "objetivo defensivo específico e limitado".
Starmer tem insistido que a base de Akrotiri não está a ser utilizada pelos jatos americanos.
O ataque de um drone na segunda-feira causou poucos danos e não houve vítimas, de acordo com as autoridades britânicas.