EventsEventosPodcasts
Loader

Find Us

PUBLICIDADE

Martin Schulz diz que emprego é a bandeira eleitoral dos socialistas

Martin Schulz diz que emprego é a bandeira eleitoral dos socialistas
Direitos de autor 
De  Euronews
Publicado a
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
PUBLICIDADE

Esta edição especial sobre as eleições europeias, que terão lugar em Maio, é dedicada à escolha oficial de Martin Schulz como candidato dos socialistas europeus para a presidência da Comissão Europeia. Uma decisão tomada pelos delegados dos partidos de centro-esquerda europeus num congresso, este sábado, em Roma.

O político alemão de 58 anos quer que a União Europeia (UE) se concentre na criação de emprego. Muitos pensam que tem fortes hipóteses de ganhar, mas nos países do sul poderá verificar-se maior resistência porque é um político alemão.

O enviado da euronews a Roma, Sandor Zsiros, entrevistou Martin Schulz, sobre o seu programa eleitoral e projetos.

“Penso que precisamos de uma mudança na UE. As pessoas perderam a confiança nas instituições nacionais e nas instituições europeias. Precisamos de confiança porque cada vez mais pessoas não acreditam que as instituições se interessam pela sua vida quotidiana, pelas suas preocupações do dia-a-dia. Usamos 700 mil milhões de euros para salvar os bancos e para estabilizar a moeda única, mas os nossos filhos estão desempregados”, explicou Schulz.

“Compreendo as pessoas que perderam a confiança. Para a recuperarmos temos de colocar em primeiro lugar os interesses dos cidadãos: segurança social, emprego e educação. E antes que tudo combater o desemprego dos jovens. É para isso que me candidato”, acrescentou o candidato.

Para analisar este tema em maior detalhe, Sandor Zsiros falou também com Matthias Krupa, correspondente em Bruxelas do jornal alemão Die Zeit.

Um das questões é saber até que ponto os votos em Schulz serão influenciados pelo facto de ser alemão, já que a Alemanha é conotada como sendo o país que exigiu uma forte política de austeridade para lidar com a crise.

“Schulz foi sempre um dos que mais criticou as políticas de austeridade dos últimos anos, tanto durante a crise como nos esforços posteriores para a resolver. Algo fácil de fazer na medida em que o partido alemão a que pertence estava na oposição na altura. Mas os socialistas estão agora no poder, em coligação, e isso pode tornar a campanha um pouco mais difícil para ele. Por um lado tem de criticar a austeridade para ganhar votos, mas por outro tem de ser leal à coligação da qual o seu partido faz parte na Alemanha”, referiu o jornalista.

(veja as entrevistas na íntegra em vídeo)

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Campeonato europeu não tira economia alemã da estagnação

Polícia alemã mata homem que esfaqueou três pessoas numa festa do Euro 2024

Alemanha goleia Escócia no jogo inaugural do Euro 2024