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A sátira do Charlie incendeia o mundo muçulmano

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“Eu não sou Charlie” – Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se em Grozny, a capital da Chechénia, contra as caricaturas do semanário francês

“Eu não sou Charlie” – Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se em Grozny, a capital da Chechénia, contra as caricaturas do semanário francês, Charlie Hebdo, sobre o profeta Maomé.

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Homens mulheres e crianças exibiram cartazes que pedem o fim dos ataques satíricos ao Profeta Maomé, a figura mais sagrada do Islão.

“O que está a acontecer em França, esses desenhos são uma dor insuportável para cada muçulmano. Nós queremos dizer às pessoas que devem deixar-nos em paz”, refere um manifestante.

A concentração atravessou a principal via da capital ainda em reconstrução, após duas guerras separatistas contra a Rússia que mantém sob mão de ferro a região, situada no norte do Cáucaso.

Movimentos semalhantes de contestação abalaram a maior parte dos países muçulmanos.

Em Jalalabad, no leste do Afeganistão, cerca de 500 manifestantes protestaram e queimaram bandeiras francesas.

A embaixada da França em Teerã também foi escolhida como o ponto de encontro de 2.000 manifestantes iranianos que exigem desculpas da França.

Em Gaza, a bandeira francesa foi também queimada e ameaças lançadas contra os franceses por cerca de 200 radicais islâmicos.

Os protestos mais violentos contra as caricaturas de Maomé, ocorreram no Níger.

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