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Promessas que o Syriza tem de cumprir

Promessas que o Syriza tem de cumprir
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Qual o futuro para a Grécia com a liderança de Alexis Tsipras? Depois de cinco anos “a ter de apertar o cinto”, os gregos disseram “basta” e votaram no Syrisa, partido de esquerda radical, que lhes prometeu o fim da “humilhação e do sofrimento”. O resultado fez tremer os mercados e preocupa as capitais europeias.

Os mais preocupados são os alemães, já que a chanceler, Angela Merkel, defende, sem concessões, uma política de reformas estruturais e de disciplina orçamental.

Jens Weidmann, presidente do Bundesbank alemão, reagiu imediatamente a seguir à divulgação dos resultados, e sublinhou que a Grécia tem de respeitar os acordos que fez com a Troika.

Outros, como Klaus-Peter Willish, deputado da CDU no Bundestag, defendem que a Grécia não tem outro caminho que o do abandono da zona euro:

– Tenho um conselho para o novo governo grego: saia do euro, pois a competitividade grega é muito fraca para enfrentar uma moeda forte e…veremos o que pensam.”

Para o novo governo, o primeiro grande amortecimento da divida está marcado para 28 de fevereiro, com a expiração do programa de ajuda. No início, o Syriza defendia o pedido de anulação de uma parte da dívida da cerca, de cerca de 70%, como foi o caso em relação à Alemanha, em 1952, que obteve um perdão de 62% da dívida a seguir à II Guerra Mundial.
Mas, certamente, Tsipras vai pedir um prazo maior para reembolsar.

O responsável pela estratégia do Syriza, John Milios, confirmou, ontem, a necessidade de um debate e aplicação de uma política de consenso e respeito da vontade popular:

- Precisamos de um acordo rapidamente, um acordo entre as duas partes, para acabar com a política de austeridade extrema, precisamos de uma nova política que ajude a maioria dos cidadãos gregos. É preciso virar a página, respeitar os resultados das eleições, respeitar a vontade dos gregos.

O Syriza deve conciliar a questão da dívida com as promessas da campanha eleitoral: aumentar as despesas públicas, debater a questão das privatizações, aumentar os salários e as reformas, rever o plano de resgate.

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