Wim Wenders sem complexo de culpa no cartaz da Berlinale

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O realizador alemão Wim Wenders estreou o seu último filme, esta terça-feira, no Festival de Cinema de Berlim. Um regresso à ficção, depois de sete

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O realizador alemão Wim Wenders estreou o seu último filme, esta terça-feira, no Festival de Cinema de Berlim.

Um regresso à ficção, depois de sete anos de documentários, com o realismo do cinema 3D e a participação, em carne e osso, de atores como James Franco ou Charlotte Gainsbourg.

Uma película fora da competição oficial, num festival que celebra este ano a carreira de um dos mais carismáticos realizadores do país.

“Sim, é uma verdadeira lenda. Wim Wenders é um grande intelectual e um artista que muito contribuiu para o cinema e para a arte em geral”, afirma a atriz Marie-Josée Croze.

Já para a atriz Charlotte Gainsbourg, “é interessante ver que as verdadeiras lendas não se consideram tão lendárias, são pessoas extremamente simples”.

Em “Everything Will Be Fine” (Tudo vai correr bem), Wenders retrata a história de um escritor, atormentado pelo sentimento de culpa, depois de atropelar mortalmente uma criança.

Uma tragédia que vai aproximar o protagonista da mãe da vítima, em busca do perdão.

Uma reflexão que não esconde nada de absolutamente imperdoável na carreira do autor, garante o próprio Wenders:

“Talvez tivesse que pedir perdão por alguns erros de juventude, mas aos 70 anos posso olhar para eles com alguma misericórdia”.

O realizador, cuja carreira é homenageada na edição deste ano da Berlinale, vai ser distinguido com um “urso de ouro” honorífico esta quinta-feira.

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