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Japão: Líder na prevenção de desastres naturais

Japão: Líder na prevenção de desastres naturais
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Neste primeiro episódio especial de Target, dedicado ao Japão, rumámos a Sendai. A cidade está situada na região atingida há quatro anos pelo sismo e pelo tsunami e foi o palco escolhido para a terceira conferência da ONU sobre a Redução do Risco de Desastres, que decorreu em março.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, acabou de anunciar um novo pacote financeiro dedicado à prevenção do risco de desastres naturais: 3,8 mil milhões de euros em quatro anos que vão ser investidos na formação de 40 mil pessoas e no desenvolvimento da cooperação internacional nesta matéria

Em Sendai foram estabelecidos vários objetivos concretos: salvar 100 mil vidas na próxima década e reduzir as perdas económicas provocadas por desastres naturais.

“Os nossos cálculos apontam para um valor anual de 300 mil milhões de dólares. Este valor aumentou dramaticamente nos últimos dez anos” – esclarece Neil McFarlane, coordenador da conferência da ONU sobre a Redução do Risco de Desastres.

O Japão está particularmente exposto aos humores do planeta. Os tufões são uma constante, há uma centena de vulcões ativos no país e cerca de 20 por cento dos sismos com magnitude 6 ou superior no planeta ocorrem no Japão. No entanto, o número de vítimas é bastante menor do que noutros países devido ao investimento na prevenção.

“Nós temos mais de 4 mil pontos de controlo espalhados pelo arquipélago que nos permitem avaliar de imediato a magnitude de um sismo e informar o país rapidamente, Por exemplo, em 2011 havia uma centena de comboios de alta velocidade a circular quando a terra tremeu. Nós conseguimos pará-los todos, de imediato. Não houve nenhum acidente nem nenhum morto” – explica Yoshiyasu Hyoutani, diretor-adjunto da agência nipónica que gere os desastres naturais.

O Japão tem a maior infraestrutura do mundo em matéria de prevenção de inundações: um reservatório principal gigantesco, cinco silos de confinamento e uma rede de mais de 6 km de canalizações subterrâneas de 10,6 m de diâmetro. Este sistema recolhe e drena a água de quatro rios e lança cerca de 200 m3 de água por segundo no maior rio desta região perto de Tóquio. O impacto da infraestrutura é considerável num setor onde a taxa de urbanização é de 50 por cento.

“O resultado é que dividimos por quatro a área das zonas inundadas e reduzimos em dois terços o número de casa afetadas” – sublinha Oosu Eiichi, um dos responsáveis pela infraestrutura.

O Tokyo Sky Tree, com 634 metros de altura, é um símbolo de Tóquio e é uma obra de engenharia excecional que resiste aos terremotos graças a uma estrutura em betão e aço e a um sistema de amortecedores.

“O pilar de betão e a estrutura em aço movem-se em direções. Podem compensar até 50 por cento da energia que atinge a torre e assim a torre resiste aos sismos” – esclarece Haruki Nagatsuma, do Tokyo Sky Tree.

E ainda bem que a torre resiste aos sismos porque é um dos elementos fundamentais na difusão da informação em caso de desastres naturais.