Muçulmanos celebram fim do Ramadão

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A cidade santa de Jerusalém acolheu milhares de muçulmanos, a maioria palestinianos, junto à mesquita de Alaqsa para a oração matinal das celebrações

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A cidade santa de Jerusalém acolheu milhares de muçulmanos, a maioria palestinianos, junto à mesquita de Alaqsa para a oração matinal das celebrações do Eid El-Fitr, o fim do mês santo do Ramadão e do jejum observado durante esse período.

“Se Deus quiser vamos celebrá-lo outra vez. Se Deus quiser, no próximo Eid a nação muçulmana sairá vitoriosa, os palestinianos e os árabes estarão unidos”, diz um homem.

Em Gaza, numa zona devastada pela guerra do ano passado entre o Hamas e Israel, as orações matinais marcaram o primeiro de três dias de celebrações.

Mais de 100 edifícios foram deitados abaixo durante os 50 dias do conflito que matou mais de 2100 palestinianos – sobretudo civis – e 72 israelitas, a maioria militares.

Na Jordânia existem muitos refugiados palestinianos, mas o centro das atenções agora são mesmo as pessoas que fogem da guerra na Síria.

Antes do início da conflito, em março de 2011, a Síria tinha uma população de 23 milhões, agora só lá estão pouco mais de metade. É a pior crise humanitária num quarto de século.

“Juro por Deus, sentimos neste Eid que estamos muito longe das nossas crianças. Longe das nossas crianças, longe do nosso país”, afirma um refugiado sírio.

O Eid é um momento de celebração, de reunião, de troca de presentes e de partilha de copiosas refeições, um dos momentos mais altos da religiosidade islâmica.

Mas para muitos no Médio Oriente, é um momento de saudade e melancolia por aqueles que estão ausentes por causa da guerra.

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