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Ucrânia: drone russo atinge comboio na região de Odessa e faz dois mortos

Equipas de emergência removem destroços de uma carruagem de comboio após ter sido atingida por um drone russo. Região de Odessa, Ucrânia, 13 de agosto de 2026
Equipas de emergência retiram destroços de uma carruagem ferroviária após ataque de drone russo. Região de Odessa, Ucrânia, 13 de agosto de 2026. Direitos de autor  State Emergency Service of Ukraine via AP
Direitos de autor State Emergency Service of Ukraine via AP
De Evelyn Ann-Marie Dom
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Este último ataque ocorre numa altura em que as Nações Unidas registaram, em julho, o maior número mensal de civis mortos na Ucrânia desde maio de 2022

Um drone russo atingiu um comboio de passageiros na região de Odessa, na Ucrânia, na quinta-feira, causando a morte de duas pessoas.

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As vítimas do ataque foram dois membros da tripulação, o maquinista do comboio e o seu assistente, afirmou o diretor-executivo dos Caminhos de Ferro da Ucrânia, Oleksandr Pertsovskyi, numa publicação no Facebook.

Nenhum dos passageiros ficou ferido.

"Hoje, na região de Odessa, os russos destruíram mais uma vez a locomotiva de um comboio de passageiros comum com um drone a jato. Havia 340 pessoas no comboio", escreveu o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy no X.

"Quem quer que estivesse a operar aquele drone certamente não podia ignorar que o alvo era inteiramente civil", acrescentou.

Não é a primeira vez que a Rússia ataca um comboio de passageiros, o que, segundo Kiev, faz parte de um esforço para perturbar a logística, ao mesmo tempo que se intensificam os ataques a infraestruturas civis.

A Rússia também atacou infraestruturas portuárias no distrito de Izmail, na região de Odessa, segundo noticiaram os meios de comunicação locais. No total, a Rússia lançou 133 drones contra a Ucrânia durante a noite de quarta para quinta-feira, visando 15 locais em todo o país.

Mortes de civis na Ucrânia atingem em julho o nível mais elevado desde maio de 2022, revela a ONU

Um relatório recente das Nações Unidas revelou que as mortes de civis na Ucrânia atingiram um recorde em julho, o nível mais elevado desde maio de 2022, os primeiros meses da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.

"Pelo menos 437 civis foram mortos e 2 610 ficaram feridos na Ucrânia em julho, um aumento de 30 por cento em comparação com o mês anterior e de 70 por cento em comparação com julho de 2025", afirmou a Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU num comunicado divulgado na quinta-feira.

"O número de mortos é o mais elevado registado desde maio de 2022", acrescentou.

A ONU afirmou ter verificado 16 874 mortes de civis desde o início da invasão russa, embora saliente que o número real seja provavelmente superior, uma vez que não é possível confirmar as vítimas nas zonas da Ucrânia ocupadas pela Rússia.

Residentes abandonam casa danificada após ataque com uma bomba guiada pela Força Aérea Russa em Zaporíjia, Ucrânia, segunda-feira, 10 de agosto de 2026.
Residentes abandonam casa danificada após ataque com uma bomba guiada pela Força Aérea Russa em Zaporíjia, Ucrânia, segunda-feira, 10 de agosto de 2026. AP Photo/Kateryna Klochko

Kiev, em particular, tem sido frequentemente alvo de ataques. Pelo menos 54 civis foram mortos na capital ucraniana durante o mês de julho, segundo a ONU, que a classificou como "uma das cidades mais duramente atingidas".

Ambos os lados intensificaram significativamente os seus ataques de longo alcance este ano, provocando um aumento acentuado no número de mortes de civis, de acordo com a ONU.

Por seu lado, a Ucrânia também intensificou a sua campanha contra as infraestruturas críticas e militares da Rússia nos últimos meses.

Os ataques quase diários contra instalações petrolíferas russas com drones de longo alcance, nos últimos meses, causaram escassez de combustível, reduziram a capacidade de refinação da Rússia e perturbaram a população russa.

Na quinta-feira, deflagrou um incêndio na refinaria de petróleo Gazprom Neftohim Salavat, uma das maiores do país, no Bascortostão, na Rússia, segundo noticiaram os meios de comunicação ucranianos.

Foi também noticiado um incêndio num centro de distribuição da Wildberries nas proximidades. A Wildberries, o maior retalhista online da Rússia, é uma peça fundamental da economia de guerra de Moscovo.

Ajuda militar à Ucrânia disparou em junho, impulsionada por novo fundo da UE

O uso de mísseis balísticos pela Rússia tem-se revelado difícil de intercetar pela Ucrânia, o que levou Zelenskyy a apelar aos aliados para que forneçam mais sistemas de defesa aérea, após ter alertado que o país enfrenta uma escassez crítica.

Apesar da escassez prolongada, a ajuda militar à Ucrânia atingiu em junho o seu nível mais elevado desde que os Estados Unidos suspenderam o financiamento em fevereiro de 2025, impulsionada em grande parte por novos fundos da União Europeia (UE), de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Kiel.

O estudo revelou que, em junho, foram atribuídos a Kiev 7,2 mil milhões de euros, o terceiro maior aumento mensal de financiamento militar por parte dos doadores desde o início da invasão em grande escala da Rússia, em fevereiro de 2022.

O empréstimo de 90 mil milhões de euros da UE foi concedido para apoiar as necessidades orçamentais e de defesa da Ucrânia em 2026 e 2027.

Para além do apoio através do empréstimo, a Alemanha atribuiu 700 milhões de euros, a Dinamarca 600 milhões de euros e os Países Baixos 500 milhões de euros para apoiar as Forças Armadas da Ucrânia.

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