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Ucrânia adverte formalmente as companhias aéreas de que o espaço aéreo russo não é seguro

FICHEIRO – Aviões de passageiros da Aeroflot estacionados no aeroporto de Sheremetyevo, nos arredores de Moscovo, Rússia, terça-feira, 1 de março de 2022
ARQUIVO - Aviões de passageiros da Aeroflot estacionados no aeroporto de Sheremetyevo, nos arredores de Moscovo, Rússia, terça-feira, 1 de março de 2022 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Sasha Vakulina
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Kiev notificou oficialmente as autoridades internacionais de aviação sobre riscos crescentes para aeronaves civis sobre a Rússia, um dia depois de Zelenskyy ter apelado às companhias aéreas estrangeiras para evitarem o seu espaço aéreo.

A Ucrânia informou formalmente a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO na sigla original) de que o espaço aéreo da Rússia não é seguro para o tráfego civil, afirmou na quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha.

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“A Ucrânia notificou oficialmente a ICAO de que o espaço aéreo russo não é seguro para a aviação civil devido ao aumento da atividade militar. Apelamos a que todos o evitem”, escreveu Sybiha na rede social X.

Acrescentou que a Rússia tem “ignorado deliberadamente as ameaças existentes” criadas pela sua guerra total contra a Ucrânia, argumentando que esses riscos já provocaram vários incidentes de aviação nos últimos anos.

“Tomámos a decisão responsável de alertar a ICAO, todas as companhias aéreas e todos os governos para que tenham cautela, mesmo que a Rússia se recuse a cumprir a sua obrigação de os informar. Queremos evitar incidentes não intencionais”, afirmou Sybiha.

A notificação formal surgiu um dia depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, ter alertado as companhias aéreas, seguradoras e empresas que utilizam os principais aeroportos russos de que o espaço aéreo do país se está a tornar cada vez mais perigoso, à medida que Kiev alarga as suas operações com drones de longo alcance.

“Hoje queremos alertar todas as companhias aéreas que utilizam o espaço aéreo russo, todas as seguradoras, todos os que continuam a usar os principais aeroportos russos: os céus da Rússia estão a tornar-se completamente perigosos”, declarou Zelenskyy na terça-feira.

Zelenskyy insistiu que a Ucrânia não ameaça a aviação civil, advertindo, no entanto, que a crescente dimensão das operações de drones ucranianos em território russo significa que os riscos já não podem ser ignorados.

Disse que o espaço aéreo russo irá “fechar na prática”, com as consequências da guerra de Moscovo a regressarem cada vez mais ao território russo.

Algumas horas depois da declaração de Zelenskyy, vários voos entre a Turquia e Moscovo foram alterados.

A companhia aérea turca de baixo custo Pegasus Airlines cancelou na quarta-feira 12 voos de e para o Aeroporto de Vnukovo, em Moscovo, segundo dados do aeroporto.

Um voo da Pegasus de Antália para Moscovo foi igualmente desviado devido a preocupações de segurança no espaço aéreo russo, segundo órgãos de comunicação social turcos.

A Turkish Airlines, transportadora de bandeira do país, manteve a maioria dos seus serviços para Moscovo, embora tenha cancelado duas partidas e duas chegadas de e para Istambul.

O espaço aéreo da Ucrânia está fechado à aviação civil desde 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou a sua invasão em grande escala.

Já a aviação civil russa continuou a operar ao longo de toda a guerra, apesar das interrupções cada vez mais frequentes e dos encerramentos temporários de aeroportos durante ataques de drones ucranianos.

Apesar dos riscos, o espaço aéreo russo continua a concentrar um volume significativo de tráfego internacional de passageiros.

As companhias europeias e norte-americanas deixaram de sobrevoar a Rússia após a invasão em grande escala da Ucrânia por Moscovo, em 2022.

Grandes companhias, como a Emirates, Turkish Airlines, Air India, Etihad e Qatar Airways, bem como várias transportadoras chinesas, continuam a voar para o país ou a atravessar o seu espaço aéreo.

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