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Rússia considera Portugal “um dos países mais hostis da Europa”

Rússia considera Portugal “um dos países mais hostis da Europa”
Rússia considera Portugal “um dos países mais hostis da Europa” Direitos de autor  AP Photo/Alexander Zemlianichenko
Direitos de autor AP Photo/Alexander Zemlianichenko
De Diana Rosa Rodrigues
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A garantia foi dada por Aleksei Chekmarev, adido de imprensa da Embaixada da Rússia em Portugal, explicando que Portugal “segue as políticas antirrussas da União Europeia e da NATO”.

Aleksei Chekmarev, adido da Embaixada da Rússia em Portugal, garantiu que a Rússia considera Portugal “um dos países mais hostis na Europa”. “Sobre isto não deve haver nenhuma dúvida”, reforçou o diplomata. As declarações aconteceram na CNN Portugal, durante uma entrevista no passado domingo.

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Chekmarev justificou a posição, indicando que Lisboa segue as políticas antirrussas da União Europeia e da NATO e apoia completamente as sanções de Bruxelas contra Moscovo". Além disso, o adido da Embaixa russa explicou também que Portugal "presta apoio abrangente ao regime de Kiev, que visa reforçar as capacidades defensivas de Ucrânia e, deste modo, causar danos à Rússia"

"Portugal é um país hostil. Acho que isso é uma declaração bastante clara", voltou a reforçar.

O diplomata comentou ainda as recentes declarações do ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, que condenou recentemente o recente ataque russo em Kiev que aconteceu a cerca de 300 metros da embaixada portuguesa. "Quando as instalações diplomáticas são atingidas, isso significa que o nível de incumprimento das normas internacionais de guerra é total", afirmou o ministro português.

Em resposta, Chekmarev indicou que, relativamente às "normas internacionais de guerra que o ministro referiu, é precisamente da Ucrânia que as viola", enumerando ataques como aquele realizado ao dormitório de um colégio em Starobilsk, em Luhansk, a 22 de maio, que matou 21 pessoas, segundo as autoridades russas.

O diplomata desvalorizou as declarações de Rangel, dizendo que "não são nada de novo" e representa as "mesmas narrativas bastante agressivas e sem provas”, lembrando que os ataques russos visam apenas instalações militares e infraestruturas ligadas à estrutura militar do país.

Rússia "está aberta às negociações de paz" mas armas ocidentais são "sombra pesada sobre o diálogo"

Sobre a possibilidade de negociações de paz, o adido disse que a "Rússia está aberta" a tal, mas o país não viu "condições adequadas para isso".

"O fornecimento de armas ocidentais lança uma sombra pesada sobre o diálogo, uma vez que Kiev já esgotou os seus próprios recursos, mantendo-se sempre, e apenas, com o apoio da União Europeia, parecendo determinada a lutar até ao último ucraniano", afirmou Aleksei Chekmarev.

"O que vemos na Europa é uma histeria russófona que alimenta este alarmismo militarista", indicou o diplomata, que reforçou que a "Rússia não precisa de nenhuma escalada", uma vez que as tropas "continuam a avançar no campo de batalha na Ucrânia".

"A Rússia está sempre aberta às negociações de paz assim que forem apresentados projetos concretos", segundo informou o diplomata mas garantiu que o que está em causa é a "credibilidade e a capacidade do Ocidente de cumprir os seus os acordos".

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