Segundo a comunicação social, o homem morto era um desertor da marinha ucraniana que acabou por comandar um submarino de mísseis Kalibr da frota russa do Mar Negro
Uma bomba escondida num caixote do lixo explodiu numa rua residencial da cidade ocupada de Sebastopol na manhã de quinta-feira, matando um militar russo num ataque que o serviço de segurança de Moscovo atribuiu à Ucrânia, o mais recente de uma série de atentados contra figuras militares ligadas à guerra.
A explosão ocorreu na zona das escadas de um prédio na avenida Stoletovsky, quando a vítima caminhava com um acompanhante, segundo relatos de testemunhas divulgados por canais russos no Telegram.
O Serviço Federal de Segurança russo (FSB) confirmou mais tarde que um militar do Ministério da Defesa tinha morrido, sem revelar a identidade, e anunciou ter detido uma cidadã russa nascida em 1994, acusada de atuar sob instruções dos serviços secretos ucranianos.
Vários canais russos e ucranianos no Telegram identificaram a vítima como Robert Shageev, antigo capitão da Marinha ucraniana que comandou o submarino “Zaporíjia” antes de desertar para a Rússia durante a anexação da Crimeia em 2014.
Segundo estas informações, chegou a adjunto do comandante da 4.ª Brigada de Submarinos da Frota do Mar Negro e assumiu depois o comando do navio “Stary Oskol”, um dos porta-mísseis de cruzeiro Kalibr que a Rússia tem usado contra cidades e infraestruturas ucranianas.
Kiev acusou-o de traição, embora a identidade permaneça oficialmente por confirmar e as autoridades ucranianas não tenham feito qualquer comentário público sobre a explosão de quinta-feira.
O assassínio prolonga uma série de ataques contra comandantes russos e colaboradores, tanto em território ucraniano ocupado como no interior da própria Rússia, amplamente atribuídos a redes de guerrilheiros alinhadas com Kiev.
Em 1 de agosto, uma explosão no restaurante Balzi Rossi, em Moscovo, terá visado Alexander Chayko, comandante da Força Aeroespacial russa.