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MH17: Famílias pedem contas à Rússia

MH17: Famílias pedem contas à Rússia
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Um misto de dor e alívio – foi o que demonstraram as famílias das vítimas da explosão do voo MH17, da Malaysia Airlines, na reunião em Haia para a apresentação das conclusões da investigação independente.

Quem fez isto tem de ser punido. Se isso vai ou não acontecer, é outra história.

Para eles, o importante é agora punir os culpados, algo que talvez nunca venha a acontecer: “Quem fez isto tem de ser punido. Se isso vai ou não acontecer, é outra história. Talvez nem cheguem à base da pirâmide. Se conseguirem é bom, mas ninguém sabe”, diz uma das pessoas presentes.

As famílias culpam a Rússia, mas também a Ucrânia, por não ter fechado o espaço aéreo da zona em guerra: “Disseram que o avião mudou a rota por causa do mau tempo. Havia tempestades. Sobrevoaram a zona em guerra e não o deviam ter feito”, diz Robby Oehlers, que perdeu a prima no desastre.

O britânico James Healy-Pratt, advogado das famílias, pede a responsabilização da Rússia, que alegadamente forneceu o míssil aos rebeldes que ocupavam a zona de onde foi feito o disparo. Compara também este desastre ao de Lockerbie, em 1988: “O governo líbio demorou 10 anos a acordar e fazer o que tinha de ser feito em relação ao desastre do voo Pan Am 103, em Lockerbie. Espero que os russos não demorem 10 anos a fazer o mesmo por estas famílias”, disse.

Mesmo se os detalhes do relatório ainda não são conhecidos, a empresa russa que fabrica os mísseis BUKcontestou a investigação. Diz que também realizou testes, que contradizem a versão dos holandeses.

Começa agora a longa batalha para trazer perante o tribunal os responsáveis pela tragédia.