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Morreu Licio Gelli, o venerável dos segredos de Itália

Morreu Licio Gelli, o venerável dos segredos de Itália
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Morreu Licio Gelli uma das figuras italianas mais controversas dos tempos modernos. Tinha 96 anos e viu o seu nome ligado a quase todos os escândalos que abalaram o país nos últimos 30 anos.

Ficou conhecido em Itália em 1981 ano em que foi apreendida na sua “villa” em Arezzo, na Toscana, uma lista com 962 nomes pertencentes a uma influente rede de políticos, magistrados, banqueiros e militares, entre eles Silvio Berlusconni. Uma loja maçónica, a Propaganda 2, da qual era o venerável.

Em 1992, foi condenado a mais de 18 anos de prisão por bancarrota fraudulenta no caso do Banco Ambrosiano. Acabou por ver a pena reduzida. Dez anos mais tarde, durante umas buscas à sua casa, a polícia encontrou 179 lingotes de ouro cuja origem nunca foi confirmada.

Em 94 foi condenado a 17 anos de prisão por calúnia, delitos financeiros e por deter de documentos secretos. Em abril de 1998, o Supremo Tribunal confirmou a pena de 12 anos de prisão, ainda no caso do Banco Ambrosiano, mas nunca chegou a ser de facto detido. Permaneceu em prisão domiciliária, depois de muitas peripécias, entre elas uma fuga. Foi na sua “villa” toscana que morreu.