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A ONU procura em Bona um plano para implementar as medidas da COP21

A ONU procura em Bona um plano para implementar as medidas da COP21
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De  Antonio Oliveira E Silva com REUTERS
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Representantes internacionais encontram-se em Bona desde segunda-feira numa cimeira de dez dias para encontrar formas de implementar os acordos da COP21, a Cimeira das Nações Unidas sobre o Clima de d

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A Comunidade Internacional começou esta segunda-feira a trabalhar para aplicar os acordos de Paris sobre a mudança clima de 2015, fruto da cimeira conhecida como COP21, depois de a Organização das Nações Unidas (ONU), ter pedido medidas mais concretas para contrariar o aumento da temperatura média a nível global.

O encontro tem lugar na cidade alemã de Bona e termina dia 26 deste mês.

Segundo a agência espacial da Estados Unidos NASA (pela sigla em inglês), foram registadas, em abril, das temperaturas mais elevadas desde o século XIX, ao mesmo tempo que têm vindo a ser quebrados recordes consecutivos, no que ao aumento das temperaturas diz respeito, durante os últimos meses.

É a primeira vez que membros dos diferentes governos do Planeta se encontram desde o acordo assinado por representantes de 195 Estados em dezembro, na capital francesa, para limitar as alterações climáticas. Uma das medidas acordadas na COP21 foi a paulatina substituição das energias fósseis (como o gás e o petróleo) por energias renováveis (como a energia eólica ou a energia sola) até 2100.

The Bonn UN</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/climate?src=hash">#climate</a> conference venue (<a href="https://twitter.com/hashtag/SB44?src=hash">#SB44</a>, 16-26 May) waiting to open for business on Monday <a href="https://twitter.com/hashtag/ParisAgreement?src=hash">#ParisAgreement</a> <a href="https://t.co/zESlsu2q03">pic.twitter.com/zESlsu2q03</a></p>&mdash; UN Climate Action (UNFCCC) May 13, 2016

Mas se os acordos da COP21 de 2015 estabeleceram objetivos para a adoção das energias amigas do ambiente, foram, no entanto, demasiado vagos no que diz respeito à forma como os diferentes governos controlarão e comunicarão o estado em que se encontram relativamente a todo o processo, sobretudo quando falamos na redução dos gases que contribuem para o efeito de estufa e para o aquecimento global.

A Ministra francesa do Ambiente, Ségolène Royale, disse, esta segunda-feira, que os acordos de Paris constituem “a base” e que agora “é necessário erguer as paredes e o telhado de uma casa que é de todos.

Christiana Figueres, Secretária Executiva das Nações Unidas para a Convenção-Quadro sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC, pela sigla em língua inglesa) defendeu, por seu lado que é importante avançar na implementação dos acordos e que o mundo ainda não se encontra “no caminho certo” para limitar o aumento da temperatura global em 2 graus centígrados.

“We cannot afford not to accelerate the #climate solution agenda”, says CFigueres</a> <a href="https://t.co/VEU3kqZFx6">https://t.co/VEU3kqZFx6</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/SB44?src=hash">#SB44</a> <a href="https://t.co/EpFM9bUqtZ">pic.twitter.com/EpFM9bUqtZ</a></p>&mdash; UN Climate Action (UNFCCC) May 16, 2016

“Não nos resta outra opção que a de acelerar todo o processo”, disse Figueres durante uma conferência de imprensa.

Disse ainda que, juntamente com a compreensão do nível de ameaça que o aquecimento global representa, o que realmente permitiu que a abordagem dos diferentes governos mudasse foi o facto de este “terem compreendido as vantagens que isso implica.”

Entrevistada pela EURONEWS no início deste ano, Christiana Figueres defendeu na altura que os acordos da COP21 se baseiam “nos interesses de cada Estado”, e que, por isso, representam “pilares muito fortes”.

No passado mês de abril, os acordos da COP21 das Nações Unidas foram assinados por governos de 175 Estados durante um encontro que teve lugar na cidade de Nova Iorque, incluindo representantes dos dois Estados que mais contribuem para a poluição atmosférica global, os Estados Unidos e a China. Mas o acordo apenas entrará em vigor quando 55 países, representando 55% das emissões a nível mundial o ratifiquem de forma oficial.

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