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Sindicatos vão manifestar amanhã em Paris mas num percurso alternativo

Sindicatos vão manifestar amanhã em Paris mas num percurso alternativo
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As autoridades francesas fazem marcha-atrás na decisão de probir a manifestação contra a reforma laboral, agendada para amanhã em Paris.

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As autoridades francesas fazem marcha-atrás na decisão de probir a manifestação contra a reforma laboral, agendada para amanhã em Paris.

Reunidos esta manhã com o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, os sindicatos conseguiram chegar a um compromisso para manter o protesto, apesar dos “problemas de segurança” evocados pelas autoridades parisienses.

O acordo passa por um percurso alternativo de 1,6Km, mais afastado do centro da capital, em torno da bacia de L’Arsenal, junto à praça da Bastilha, em Paris.

Os sete sindicatos que promovem o protesto – o décimo em três meses de mobilização – anunciaram igualmente que vão manter a outra marcha prevista para 28 de Junho, cujas modalidades deverão ainda ser discutidas nos próximos dias.

O novo percurso da manifestação de amanhã em Paris:

Voici le parcours de la #manif23juinhttps://t.co/Nwy0NvlM7Vpic.twitter.com/y71P1wCfqx

— Le HuffPost (@LeHuffPost) June 22, 2016

O governo tenta assim fazer o difícil equilíbrio entre o direito à manifestação, evocado pelos sindicatos e o alerta antiterrorista e o estado de emergência em vigor no país desde os atentados na capital.

#loitravail : pas manif. Communiqué de la préfecture pic.twitter.com/kpKiBeV2eE

— Marion L'Hour (@MarionLHour) June 22, 2016

Os sindicatos tinham rejeitado ontem a proposta de uma manifestação estática numa praça de Paris, formulada pelo ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, denunciando uma posição do governo “contrária aos direitos fundamentais”.

A proibição de manifestar foi decidida depois do último protesto, no dia 14 de Junho, ter sido marcado por incidentes à margem da manifestação, que provocaram mais de 30 feridos entre ativistas e polícias.

O protesto de quinta-feira, marcado para as 14H, é o décimo a ser convocado nos últimos três meses contra a polémica reforma laboral, quando o governo rejeita fazer marcha-atrás.

Uma sondagem publicada no domingo indicava que cerca de 60% dos franceses apoiam a mobilização dos sindicatos.

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