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Reino Unido: Um governo para o Brexit

Reino Unido: Um governo para o Brexit
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De  Nara Madeira
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Theresa May precisava de um governo para o Brexit e escolheu Boris Johnson – que quis ser chefe do executivo, mas acabou por sair da corrida ao cargo antes mesmo de ela começar – para a pasta dos Negó

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Theresa May precisava de um governo para o Brexit e escolheu Boris Johnson – que quis ser chefe do executivo, mas acabou por sair da corrida ao cargo antes mesmo de ela começar – para a pasta dos Negócios Estrangeiros. Mas num momento delicado, em que é preciso negociar uma saída “airosa” da União Europeia, que ele ajudou a esculpir, e os acordos bilaterais com países como os EUA. Quanto à União Europeia o seu papel deve ser inexistente, já que foi criado um ministério para isso.

Os acordos bilaterais com os EUA podem vir a ser um desafio. Obama, que defendeu a permanência do país na UE, afirmou que o Reino Unido deve pôr-se agora na fila. Johnson ripostou, de forma deselegante, dizendo que a “aversão ancestral ao Império Britânico” vem do facto de Obama descender de quenianos. Agora há quem acredite que é preciso que o ministro se desculpe:

Jornalista: “Há algumas pessoas a quem deve um pedido de desculpas, não há? Ao presidente Obama por exemplo…”

“Bem, digo que os Estados Unidos vão estar na frente da fila”, afirmou Johnson.

O mundo diplomático prepara-se para ver como Johnson se vai sair na dura tarefa de negociar com todos os parceiros, fora da União Europeia, e como David Davis, defensor feroz e negociador principal do Brexit, vai fazer o mesmo com o grupo dos 27.

Davis, eurocético convicto e veterano do Partido Conservador, afirmava, antes do referendo, que depois do Brexit era preciso ligar a Berlim e não a Bruxelas. Ele que também recusou o modelo suíço e norueguês para o Reino Unido, ao estar convencido de que a UE deveria aceitar um acordo sem barreiras alfandegárias após a Brexit.

Theresa May confiou o Tesouro (Finanças) a Philip Hammond que, como ela, é eurocético e que também permaneceu fiel a David Cameron mas sem se comprometer nem participar, ativamente, na campanha do referendo. Atualmente, o seu maior desafio é estabilizar a economia britânica e evitar uma recessão:

“O Reino Unido está aberto aos negócios. Não estamos a virar as costas ao mundo, estamos determinados a manter-nos virados para o exterior, a manter a prosperidade do nosso povo, a continuar a fazer crescer a economia e a criar empregos no futuro”, afirmou, esta quinta-feira, o novo minstro das finanças.

Philip Hammond, até agora ministro dos Negócios Estrangeiros, ficará encarregado, entre outras coisas, de supervisionar os novos acordos que Londres deverá assinar com outros países, depois de deixar a UE.

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