Primeiro-ministro al-Abadi: Daesh poderá ser erradicado do Iraque em três meses

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De  Antonio Oliveira E Silva com REUTERS E OIM
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O primeiro-ministro iraquiano diz que o Daesh poderá ser erradicado do Iraque em três meses e da Síria em dois anos.

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Com Reuters e OIM

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-abadi, disse que seriam necessários mais três meses para erradicar a presença dos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico (EI) ou Daesh (sigla em língua árabe) do Iraque e até dois anos no que à Síria diz respeito.

No entanto, al-Abadi tinha dito, anteriormente, que Mossul, cidade do norte do Iraque e a das mais importantes sob o contro do Daesh, seria recuperada até ao fim deste ano.

Questionado sobre a posição de um porta-voz da coligação no terreno, liderada pelos Estados Unidos, para quem seriam necessários pelo menos mais dois anos para que o Daesh desaparecesse do Iraque, o primeiro-ministro iraquiano disse que “os Americanos eram demasiado pessimistas.”

“As vitórias conseguidas pelos nossos heróicos e corajosos combatentes contra o Daesh ajudaram a reduzir o periodo de erradicação para dois anos. Penso que são necessários mais três meses no Iraque e dois anos na Síria”, disse al-Abadi.

A últimas intervenções militares na região de Mossul têm sido, no entanto, menos intensas do que o esperado, porque muitos residentes preferiram permanecer escondidos em casa a deixar a região. Mais de um milhão de pessoas continua em Mossul.

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Segundo a Organização Internacional das Migrações, cerca de 100 mil pessoas deixaram Mossul. Muitos, chegam à localidade de Bartella, 21 quilómetros a leste de Mossul, onde, depois de serem revistados pelas autoridades, aguardam transporte para campos especialmente criados para os receberem. Em vários casos, são famílias inteiras, incluídas muitas crianças, que dependem da ajuda internacional no terreno.
Destruição de ponte em Mossul preocupa Nações Unidas
No terreno, forças da coligação coordenada pelos Estados Unidos continuam a batalha contra o Daesh no norte do Iraque.

A recente destruição de uma ponte que liga as partes oriental e ocidental de Mossul, levada a cabo para “reduzir a liberdade de movimentos do inimigo”, segundo a coligação, preocupa as Nações Unidas, que temem pela liberdade de movimentos dos cidadãos.

A ONU diz que poderá agora ser mais difícil para milhares de residentes deixar a cidade, permanecendo assim refém dos jihadistas e da violência dos combates.

Mossul é a mais importante cidade sob controlo dos jihadistas, desde junho de 2014.

O Daesh controla também as localidades de Tel Afar, Hauija e Qaim, todas na região.

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