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Estado Islâmico reivindica ataque a restaurante em Cabul que matou sete pessoas

Trabalhadores limpam o local enquanto a polícia talibã protege a área após uma explosão num restaurante chinês em Cabul, 20 de janeiro de 2026
Trabalhadores limpam o local enquanto a polícia talibã protege a área após uma explosão num restaurante chinês em Cabul, 20 de janeiro de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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A reivindicação do EI incluiu uma ameaça contra cidadãos chineses no Afeganistão, associando o ataque aos alegados maus-tratos infligidos pela China aos muçulmanos uigures na província ocidental de Xinjiang. Cidadão chinês está entre as vítimas mortais.

O Estado Islâmico (EI) assumiu a responsabilidade por uma explosão num restaurante chinês na capital do Afeganistão que matou pelo menos sete pessoas, incluindo um cidadão chinês.

O grupo militante afirmou num comunicado publicado na sua agência noticiosa Aamaq, na segunda-feira, que um bombista suicida entrou num restaurante frequentado por cidadãos chineses em Cabul e acionou explosivos que carregava num colete.

Segundo a Aamaq, 25 pessoas foram mortas ou feridas no ataque, incluindo guardas talibãs, mas estes deatlhes não puderam ser verificados de forma independente.

As autoridades afegãs ainda não confirmaram oficialmente a causa da explosão de segunda-feira e o porta-voz do Ministério do Interior, Mufti Abdul Mateen Qani, disse na terça-feira que o caso ainda estava a ser investigado.

Danos num edifício, um dia depois de uma explosão num restaurante chinês em Cabul, 20 de janeiro de 2026
Danos num edifício, um dia depois de uma explosão num restaurante chinês em Cabul, 20 de janeiro de 2026 AP Photo

A reivindicação do EI incluía uma nova ameaça contra os cidadãos chineses no Afeganistão, relacionando o ataque com os alegados maus-tratos infligidos pela China aos muçulmanos uigures na província ocidental de Xinjiang.

Embora quase todas as nações tenham abandonado o Afeganistão após a ofensiva dos Talibãs em 2021, que levou à tomada de Cabul, a China manteve uma presença económica importante no país, embora Pequim ainda não tenha reconhecido diplomaticamente o governo afegão dirigido pelos Talibãs.

Na terça-feira, a China aconselhou os seus cidadãos a não viajarem para o Afeganistão após a explosão e pediu aos chineses e às empresas que já se encontravam no país que reforçassem as medidas de segurança e evacuassem as zonas de alto risco.

"A China condena veementemente e opõe-se resolutamente ao terrorismo sob todas as formas e apoia o Afeganistão e os países da região no combate conjunto a todas as formas de atos terroristas violentos", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun, num briefing diário em Pequim.

Guo Jiakun disse que um cidadão chinês foi morto e cinco outros ficaram feridos. Acrescentou que a China está a pedir às autoridades afegãs "que façam todos os esforços para tratar os feridos, que tomem medidas eficazes para proteger a segurança dos cidadãos chineses (e) dos projetos" e que encontrem e punam os autores do ataque.

Segundo o porta-voz da polícia, Khalid Zadran, o ataque ocorreu num restaurante chinês no bairro de Shahr-e-Naw, na cidade. Segundo o porta-voz da polícia, Khalid Zadran, o restaurante era propriedade conjunta de um afegão, de um cidadão chinês e da sua mulher.

Interior de um restaurante chinês, um dia depois de uma explosão em Cabul, 20 de janeiro de 2026
Interior de um restaurante chinês, um dia depois de uma explosão em Cabul, 20 de janeiro de 2026 AP Photo

A instituição de caridade italiana EMERGENCY, que gere um centro cirúrgico perto do local, disse na segunda-feira que recebeu 20 vítimas da explosão, incluindo sete pessoas que já estavam mortas. O número de vítimas continua a ser provisório, segundo a organização.

A emissora estatal chinesa CCTV informou que dois cidadãos chineses ficaram gravemente feridos e um segurança foi morto. Imagens transmitidas pela emissora afegã Tolo News mostraram pessoas a correr ao longo da rua enquanto o fumo e a poeira se espalhavam pela área.

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, condenou a explosão, que atribuiu a uma bomba, numa declaração emitida pelo seu gabinete.

Asif Ali Zardari acusou o governo talibã do Afeganistão de não respeitar os acordos de cessar-fogo, nomeadamente os compromissos assumidos para impedir que os grupos militantes utilizem o território afegão para efetuar ataques.

Outras fontes • AP

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