Portugal exige demissão de Dijsselbloem após declarações "inaceitáveis"

Portugal exige demissão de Dijsselbloem após declarações "inaceitáveis"
Direitos de autor 
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O primeiro-ministro português apelou à demissão do presidente do Eurogrupo, após os polémicos comentários sobre os países do sul da Europa.

PUBLICIDADE

O primeiro-ministro português apelou à demissão do presidente do Eurogrupo, após os polémicos comentários sobre os países do sul da Europa.

António Costa considerou as declarações de Jeroen Dijsselbloem, como “racistas e xenófobas”.

Numa entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung , o político defende a solidariedade dos países do norte da Europa durante a crise do euro, afirmando, “não se pode gastar todo o dinheiro em bebida e mulheres e depois pedir ajuda”.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva:

“Muita gente percebeu que o presidente do Eurogrupo não tem condições para manter-se no cargo e o governo português partilha esta posição. As declarações de Dijsselbloem são absolutamente inaceitáveis”.

«Presidente do Eurogrupo não tem condições para continuar» - declaração do Ministro dos Negócios Estrangeiros https://t.co/CzC3VznG4O

— República Portuguesa (@govpt) March 21, 2017

A vaga de indignação atingiu igualmente Espanha e Itália, sem fazer com que o responsável pedisse desculpas ou retirasse as afirmações.

O ministro da Economia espanhola lamentou, por seu lado, “a falta de arrependimento de Dijsselbloem”.

Perché il Presidente dell'Eurogruppo se ne deve andare, prima possibilehttps://t.co/or2VXytZpN

— Matteo Renzi (@matteorenzi) March 22, 2017

Em Itália, o ex-primeiro-ministro social-democrata Matteo Renzi, apelou igualmente ao responsável a, “ofender a Itália num bar mas não nas instituições europeias”.

O porta voz do Eurogrupo respondeu à polémica, afirmando, esta manhã, que as declarações de Dijsselbloem, “não visam nenhum país em particular” e pretendiam apenas lembrar “as obrigações derivadas da solidariedade”.

O Partido Socialista Europeu emitiu igualmente um comunicado a condenar as declarações do presidente do Eurogrupo, afirmando, “as palavras de Dijsselbloem não representam a posição do PES”.

Dijsselbloem’s words about Southern euro countries don’t represent PES. Read our statement here> https://t.co/vJhILJNxh4

— PES (@PES_PSE) March 22, 2017

A polémica inspirou igualmente alguns vídeos humorísticos na Internet, como este, publicado pelo site português “Insónias em Carvão”.

.@J_Dijsselbloem Is this real? #Dijsselbloempic.twitter.com/8e8nibZJkN

— InsóniasEmCarvão (@insoniascarvao) March 21, 2017

A polémica ocorre num momento em o futuro de Dijsselbloem apresenta-se como incerto, depois da derrota dos trabalhistas, nas eleições holandesas. O político trabalhista ocupa atualmente o cargo de ministro das Finanças do país, de forma interina, quando o seu mandato no Eurogrupo expira apenas no início do próximo ano. O cargo de presidente da zona Euro é habitualmente ocupado por um ministro das Finanças em funções.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Brexit ensombra reunião do Eurogrupo

"Pela primeira vez temos uma abordagem europeia comum em matéria de imigração e asilo"

AfD rejeita acusações de propaganda pró-russa a troco de dinheiro