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UNESCO classifica cidade velha de Hebron como Património da Humanidade

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Com Lusa

A Organização para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) das Nações Unidas decidiu declarar a cidade velha de Hebron, nos Territórios Palestinianos Ocupados, “zona protegida” enquanto “local de valor universal excecional”.

A Autoridade Palestiniana falou num “êxito”. Israel, por outro lado, qualificou a decisão como “uma votação vergonhosa.”

O palestinianos disseram ainda que se trata de “uma vitória da batalha diplomática travada em todas as frentes, face às pressões israelitas e norte-americanas”.




Rula Maayah, ministra do Turismo palestiniana, afirmou que a decisão é “histórica porque sublinha que Hebron” e a sua mesquita “pertencem historicamente ao povo palestiniano”.

Para Israel, no entanto, a redação da decisão ignora os laços históricos do judaísmo com a cidade. Naftali Bennett, ministro da Educação de Israel, afirmou que “os laços judeus a Hebron são mais fortes que o vergonhoso voto na UNESCO”.

Uma cidade em permanente conflito

Hebron tem uma população de cerca de 200.000 palestinianos e algumas centenas de colonos israelitas, instalados num enclave protegido por tropas de Israel e parcialmente inacessível aos palestinianos, perto do local sagrado que os judeus designam como Túmulo dos Patriarcas e os muçulmanos Mesquita de Ibrahim.

No local estão os túmulos de Abraão, pai das três religiões monoteístas, do filho Isaac e do neto Jacob, e das respetivas mulheres, Sara, Rebeca e Léa.

Em meio século de ocupação israelita, Hebron tornou-se um local de conflito permanente.

Atualmente, as lojas do mercado da cidade velha estão em grande parte vazias e as que não estão foram revestidas com redes de proteção segundo os comerciantes, dos ataques dos colonos.