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Fuga de empresas da Catalunha saudada pelos mercados financeiros

Fuga de empresas da Catalunha saudada pelos mercados financeiros
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A bolsa espanhola encerrou esta segunda-feira em terreno positivo após a decisão das maiores empresas catalãs de transferir a sede social para fora do território autonómico.

O índice Ibex35 registou ganhos de 0,5% na Bolsa de Madrid, graças à saída do vermelho de empresas como o banco Sabadell, o CaixaBank ou a Gas Natural Fenosa, os primeiros a anunciar a saída da Catalunha, na semana passada. A agência de notação Moody’s saudava esta manhã a eficácia da medida na “recuperação da confiança dos investidores” quando continua a descartar ainda um cenário independentista.

Das sete empresas com sede em Barcelona cotadas no Ibex35 apenas a farmacêutica Grifols descarta uma retirada, quando a imobiliária Colonial e a concessionária de autoestradas Abertis aprovaram esta tarde a tranferência do território.

Mas para lá dos “pesos pesados”, outras nove empresas, como a multinacional da dietética Naturhouse, alimentam a “sangria” desde Agosto. A Catalunha alberga cerca de 7 mil empresas estrangeiras que representam 18% dos empregos e 29% da atividade económica da região. Dois terços destas empresas são europeias, de nacionalidade alemã e francesa, e cerca de 15% são americanas.

As alemãs Bayer e Lidl, instaladas no território, assim como a gigante sueca H&M, afirmam que preferem esperar para ver. Uma posição partilhada pelos construtores automóveis Nissan e Seat, que detêm duas fábricas no território e cerca de 18 mil trabalhadores.

Outros dois símbolos da Catalunha, os produtores de “cava catalão” (vinho espumante) Codorniú e Freixenet, não fecham também a porta a uma eventual saída do território, mas desta vez por temerem um boicote aos seus produtos no resto de Espanha.