Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

O inferno dos refugiados em Chios

O inferno dos refugiados em Chios
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Estamos no campo de refugiados da ilha de Chios, na Grécia. O campo tem capacidade para 800 pessoas, mas agora são mais de 2300. Só em outubro, chegaram aqui mais de mil pessoas e, desde o início do mês de novembro, ficaram aqui quase 600 dos mais de 2000 refugiados que chegaram às ilhas do norte do Egeu. As condições são más e, com o inverno, tudo piora.

“Está frio, é inverno. Precisamos de contentores para as crianças. De mim não quero saber, mas tenho filhos e a minha mulher está grávida. Não nos podemos proteger da chuva”, conta Adbulmajed Hussain, refugiado sírio.

No campo, têm comida, água e medicamentos. Mas nem tudo aqui é gratuito. Kasim é iraquiano e teve de pagar 45 euros pela tenda onde dorme.

Outros queixam-se da lentidão das burocracias: “Esperamos, esperamos, esperamos. Porquê? O meu bebé está doente e precisamos de ir para um hospital”, diz Mahmod Akla, iraquiano de 29 anos.

Todos os meses, cerca de 200 migrantes e refugiados são transportados de Chios para Atenas, No entanto, são muitos mais os que chegam da Turquia. O campo está cheio e não pode acolher mais pessoas, por isso há refugiados a montar tendas à volta do campo.

Com Apostolos Staikos, em Chios