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Bruxelas enfrenta consolidação de euroceticismo checo

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Bruxelas enfrenta consolidação de euroceticismo checo

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Defensor de um referendo semelhante ao do Brexit e com uma postura cada vez mais próxima da Rússia, Milos Zeman foi reeleito, sábado, presidente da República Checa.

"A República Checa deve atender às decisões existentes sobre migração"

Jean-Michel De Waele Cientista político, ULB

As instituições em Bruxelas sabem que terão que lidar com uma voz assumidamente eurocética, mas esperam que o primeiro-ministro, Andrej Babis, contrabalance esse tom, durante a visita a Bruxelas, segunda-feira, para se reunir com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"Há nuances entre Milos Zeman e Andrej Babis, já que Babis não é tão anti-europeu quanto o Presidente Zeman. Mas sabemos bem que os encontros em Bruxelas servem mais para dizer a Jean-Claude Juncker o que ele quer ouvir do que para efetivamente discutir políticas concretas", disse, à eurornews, Jean-Michel De Waele, cientista político na Universidade Livre de Bruxelas.

Eleito no mês passado, o primeiro-ministro insiste que está contra um referendo e que assumirá uma posição pró-União Europeia, apesar de manter uma linha crítica da política de migração europeia.

"Não se pode fazer uma política de migração à la carte, de acordo com os resultados das eleições em cada país. A República Checa deve atender às decisões existentes r não penso que a situação se vá alterar profundamente", acrescenta Jean-Michel De Waele.

Contudo, Andrej Babis tem, repetidamente, dito que alinhará com os outros países do grupo de Visegrado - que inclui a Eslováquia, Polónia e Hungria - contra o sistema de quotas para redistribuir refugiados.

A União Europeia quer reformar a política de asilo até junho.