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Grilos podem ser solução contra a fome

Grilos podem ser solução contra a fome
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De  Nara Madeira
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No Quénia faz-se farinha, e outras coisas, com grilos.

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Um olhar menos atento pode ver nestas embalagens uns simples e apetitosos bolinhos, vegetarianos talvez, mas não. Os desafios em termos alimentares, no Quénia, obrigam a ser-se criativo e ousado. Em 2017, a seca afetou as colheitas no nordeste do país. Mais de um milhão de pessoas não tinham o que comer. A situação levou cientistas a encontrarem uma fonte alternativa de proteína, neste caso grilos:

"Quando os grilos têm dois meses começam a pôr ovos. Então incubamos esses ovos. Precisam de 14 dias de incubação, dependendo da espécie. Quando chocam começamos a alimentá-los com proteínas muito energéticas, principalmente com base em cereais e malte. Em dois a três meses temos adultos e, ao mesmo tempo, estamos a incubar os outros ovos", explica o cientista da Universidade Jomo Kenyatta, John Kinyuru.

Quando atingem a maturidade, são fritos e secos. Depois podem ser moídos e transformados numa farinha, que dizem ser rica em proteínas. As possibilidades são variadas.

No subúrbio de Nairobi há uma exploração de grilos, considerados muito resistentes, criada como parte de um projeto-piloto de uma universidade.

Os cientistas esperam que a moda pegue e que estes rastejantes sejam uma solução para os desafios alimentares.

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