Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Reações à investidura de Quim Torra

Reações à investidura de Quim Torra
Direitos de autor
REUTERS/Albert Gea
Tamanho do texto Aa Aa

O governo Autónomo da Catalunha tem um novo presidente, Quim Torra, uma escolha que não foi consensual. Até porque Torra está muito ligado a Carles Puigdemont, e à ala independentista. Isso ficou claro no seu discurso de investida, e nem todo o apreciaram:

"Hoje é um dia muito triste porque o homem que acaba de tornar-se presidente da Generalitat da Catalunha defende teses de exclusão, é um homem que diz que a Catalunha pertence a quem se sente apenas catalão, que argumenta que não é natural falar espanhol na Catalunha e penso, evidentemente, que este cavalheiro não tem qualquer tipo de intenção de rever a situação, de dialogar, ele reafirmou tudo o que Puigdemont fez, e disse que iria mais longe. Temos um Puigdemont 2.0, com teses de exclusão e, claramente, xenófobas", afirmou Inés Arrimadas, líder dos Cidadãos, Ciudadanos, em espanhol.

Mas nem todos concordam com a visão de Inês Arrimadas a líder do partido que tem vindo a ganhar poder em Espanha:

"Estamos felizes que a espada de Dâmocles, que é o artigo 155, tenha acabado. E que se governe, aqui, respeitando a representação internacional do governo no exílio", disse Gabriel Rufián, deputado espanhol do ERC.

Resta saber se o equilíbrio, mesmo no seio de um governo independentista, será conseguido:

"Esquerda Republicana e Juntos pela Catalunha repartiram os lugares no novo executivo catalão. No futuro saber-se-á se as feridas abertas durante a última legislatura e as divergências de estratégias, perante a justiça espanhola, acabarão por pesar neste governo", esclarece Cristina Giner, correspondente da euronews em Barcelona.