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Três meses depois das eleições Governo sem precedentes em Roma

Três meses depois das eleições Governo sem precedentes em Roma
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O professor e jurista Giuseppe Conte, de 53 anos, assumiu o cargo de presidente do Conselho Italiano, cargo equivalente ao de primeiro-ministro em Portugal e de presidente do Governo em Espanha.

Conte assume a liderança de um Governo sem igual na história da Itália democrática do pós-guerra, formado por forças políticas antissistema, eurocéticas, anti-imigração e que recolheram um voto de protesto que abalou o sistema político-partidário transalpino.

Matteo Salvini, da Liga, antiga Liga Norte, anti-imigração e eurocético, tido para muitos como de extrema-direita, assume a pasta de ministro da Administração Interna.

É também um dos vicepresidentes do Conselho, ou seja, viceprimeiro ministro.

Luigi di Maio, do Movimento 5 Estrelas, antissistema, tido como populista, assume a pasta de ministro da Economia e do Trabalho.

É o segundo dos vicepresidentes do Conselho.

O novo Executivo conta com 18 ministros, 13 homens e cinco mulheres, muitos dos quais com idades próximas dos 35 anos.

Todos os integrantes do Governo que militam no Movimento 5 Estrelas são do círculo de confiança de Di Maio.

A cerimónia teve lugar na Sala das Festas da do Palácio Quirinale, o palácio da presidência, numa cerimónia que começou com cerca de cinco minutos de atraso.

Estava prevista para as 16:00, hora local. Depois de jurados os cargos, foi tomada uma foto de grupo, com o presidente Sergio Matarella, o primeiro-ministro Giuseppe Conte e os ministros do Governo.

Do Movimento 5 Estrelas, para além de Luigi Di Maio, prestaram juramento os miniszros para a Saúde, Infraestruturas e Transportes, Cultura, Justiça, Defesa, Meio Ambiente, Itália do Sul e Relações com o Parlamento.

Da Liga, assumiram, para além de Salvini, os ministros da Administração Pública, Assuntos Regionais, Família, Agricultura, Educação e o secretário para a Presidência.

Quase três meses depois das eleições

O novo Executivo chega ao poder quase três meses depois das eleições gerais de março e depois de uma autentica corrida de obstáculos durante um processo de negociação cheio de polémicas, desde a distribuição de pastas à designação do presidente do Conselho

A crise mais importante foi vivida no dia 27, quando Conte recusou formar Governo, como decidido pelo presidente, por causa do veto a Paolo Savona para ministro da Economia. Savona, de 81 anos, tecera duras críticas ao euro e à Alemanha. Acabou por ser transferido para o ministério dos Assuntos Europeus.

Espera-se que o novo Governo seja submetido a processos de investidura nas câmaras (Senado e Câmara de Deputados), numa votação para a qual Liga e 5 Estrelas têm maioria.