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Crise migratória domina início da cimeira da UE

Crise migratória domina início da cimeira da UE
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REUTERS/Yves Herman
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Está em curso em Bruxelas aquela que é talvez uma das mais complexas cimeiras europeias dos últimos tempos. Apesar de não ser o único tema da agenda, a crise migratória acabou por dominar a ordem do dia e, desde a chegada dos chefes de Estado e de governo, as declarações sobre a questão serviram para frisar as profundas divisões.

Angela Merkel, chanceler alemã: "É claro que vamos falar de assuntos como a Frontex, gestão das fronteiras ou a imigração secundária - a questão, por um lado, dos Estados que tem de lidar naturalmente com um grande número de refugiados e que devem receber apoio e proteção e, por outro lado, dos refugiados e migrantes, que não podem escolher em que país pedem asilo."

A Itália está na primeira linha dos países do Mediterrâneo que exigem uma maior colaboração do resto da Europa para lidar com a vaga de migrantes e refugiados.

Giuseppe Conte, primeiro-ministro italiano: "A Itália já não precisa de garantias verbais, mais de ações concretas. É o momento de agir e, para nós, esta cimeira é o momento crucial. Para mim, pessoalmente, estou preparado para tirar todas as conclusões necessárias."

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, deu voz ao núcleo duro de países que prometem dificultar o debate, ao propôr simplesmente o fecho total das fronteiras:

"Espero que agora avancemos na direção da reconstrução da democracia europeia, fazendo finalmente o que pede o povo. E penso que o povo pede duas coisas: primeiro, que não entrem mais migrantes, que os paremos. E, segundo, que os que entraram, sejam reenviados."

Se, pelo menos em teoria, o debate sobre a crise migratória deverá centrar-se sobretudo no primeiro dia da cimeira, para o segundo ficam questões como o ponto da situação das negociações do Brexit - que têm atualmente como principal obstáculo o futuro da fronteira irlandesa - e a proposta franco-alemã para um orçamento da Zona Euro.