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Emissário da ONU pretende ultimato na Síria

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Emissário da ONU pretende ultimato na Síria

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Chegou a altura de impor um "ultimato" na Síria, declarou o emissário da ONU, Staffan de Mistura, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em teleconferência a partir de Genebra, Mistura afirmou que os combatentes em Idlib têm de abandonar as zonas habitadas, de forma a garantir corredores de evacuação para os civis. Mas o embaixador russo na ONU voltou a insistir na mesma tecla.

"Infelizmente, as capitais ocidentais, conduzidas por Washington, preferem tentar evitar a derrota dos seus aliados extremistas e não tomam qualquer iniciativa para se demarcarem. Em vez disso, lançam provocações, falando em planos de ataques com armas químicas", apontou Vasily Nebenzya.

Já antes, a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, tinha sublinhado que "é necessária a liquidação total e definitiva dos terroristas em todo o território da Síria".

A representante americana fez um retrato da intervenção de Bashar al-Assad e aliados no terreno.

"Primeiro, cercam toda a área onde vivem civis. Depois, fazem uma declaração absurda: a de que toda a gente que ali se encontra é um terrorista. Ou seja, todos os homens, mulheres e crianças são alvos potenciais. A seguir vem uma campanha de "matar à fome para obter a rendição". Continuam a atacar a população, até não haver mais comida, nem água potável, nem abrigos. É como um guia para culminar na morte", declarou Nikki Haley.

Foi para Idlib que convergiram dezenas de milhares de rebeldes e civis que fugiram doutros bastiões da oposição, entretanto reconquistados pelas forças leais a Assad. O responsável pela diplomacia síria, Walid al-Moualem, já declarou que o regime pretende ir até às últimas consequências nesta localidade.