Os meios de comunicação norte-americanos informam que o Pentágono decidiu reforçar a sua presença na região face à crescente tensão no Golfo Pérsico, devido aos ataques persistentes do Irão. Entretanto, Ancara enviou o comandante do Exército para avaliar a situação na fronteira.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos decidiu reforçar a sua presença no Médio Oriente com o envio de 2 200 fuzileiros navais, face à ofensiva iraniana, que já atingiu várias instalações militares norte-americanas na região desde o início da guerra, há quase duas semanas.
A 31.ª Unidade Expedicionária dos Fuzileiros Navais, que já terá partido em três navios da Marinha dos Estados Unidos, costuma estar destacada no Japão, que lhe serve de base para operar na região do Indo-Pacífico, segundo noticiou a ABC News.
Apesar de, por enquanto, o presidente Donald Trump não ter descartado a possibilidade de um envio de tropas para o terreno no Irão, em princípio, a missão destes fuzileiros navais não consiste em participar numa incursão, mas sim em prestar apoio logístico, bem como fornecer uma série de meios — como veículos anfíbios e aeronaves — que poderiam ser utilizados caso a escalada continue.
Estima-se que 17 instalações militares norte-americanas tenham sido atacadas pelo Irão desde o início da guerra. Esta quinta-feira, o embaixador do Irão junto da ONU em Genebra, Ali Bahreini, afirmou numa entrevista exclusiva à Euronews que Teerão atacará "qualquer instalação" que sirva para agredir o Irão. "Qualquer base que seja utilizada para atacar o Irão seria um alvo legítimo para as nossas forças militares", argumentou.
Turquia manda general inspecionar a fronteira com o Irão
Também na sexta-feira, soube-se que Ancara decidiu enviar, esta semana, o comandante do Exército de Terra, Metin Tokel, para inspecionar o posto fronteiriço de Van. De acordo com as informações fornecidas pelo Ministério da Defesa, o general Tokel passou em revista as tropas e inspecionou os postos fronteiriços de Ferdi Akman e Kurudere. Durante a visita, foram verificadas "in loco" as atividades das unidades fronteiriças.
A Turquia acolhe a base aérea norte-americana de Incirlik, que também se viu apanhada no meio da escalada bélica no Médio Oriente. A NATO abateu dois mísseis iranianos que invadiram o seu espaço aéreo nos últimos dias.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, confirmou na segunda-feira que tinha falado com o seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, a quem transmitiu que a violação do espaço aéreo da Turquia «não pode ser justificada por nenhum motivo».
Em resposta à entrada de mísseis balísticos iranianos no espaço aéreo turco, a NATO afirmou que "está preparada" para defender o território dos seus membros. Fontes da NATO indicaram à Euronews que ainda não há indícios de que a Turquia vá ativar os procedimentos formais no âmbito da aliança para tomar medidas contra o Irão.