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Juncker faz último discurso sobre Estado da União

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Após as férias de verão, o discurso sobre o Estado da União Europeia marca a rentrée política nas instituições comunitárias. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, apresentará, quarta-feira, as prioridades para os próximos meses, pelo que a euronews pediu algumas opiniões nas ruas de Bruxelas.

Juncker está no poder há 25 anos, mas perdeu todo o contacto com os cidadãos

Jean Quatremer Jornalista, Libération, França

"Seria bom se pudessem lidar com os movimentos anti-imigração que estão a sugir por todo o lado. Isso diminuiria as divisões internas nos países", disse uma das entrevistadas.

"A Comissão Europeia deve fazer as coisas de modo a que o Reino Unido saia da União sem problemas, com todas as questões fronteiriças, e outras, em ordem. Vamos resolver o que tem que ser resolvido rapidamente, porque o processo já se arrasta há demasiado tempo", disse outro.

"Precisamos de uma melhor política orçamental na União para evitar que alguns países sejam mais beneficiados do que outros", foi a opinião de outro turista.

"É uma instituição de mentirosos e ladrões de primeira linha", afirmou uma transeunte.

O presidente da Comissão Europeia deverá colocar a segurança interna e o controlo da imigração no topo da agenda.

Um das prioridades é o reforço da Frontex, agência europeia de gestão de fronteiras, com destacamento de dez mil guardas, nos próximos anos.

Gerolf Annemans, eurodeputado belga eurocético, considera que Juncker está a chegar ao fim do mandato "com o que resta no fundo do saco das compras".

"Apresentará alguns pequenos compromissos. Mas já não tem capacidade de liderar a Europa da maneira que é necessária. A cooperação europeia está quase morta, ele deixou de ter qualquer credibilidade e devia ir-se embora", disse, em entrevista à euronews.

A Comissão Europeia também adotará medidas para evitar interferências nas eleições europeias de maio de 2019, ao nível das campanhas de desinformação e notícias falsas.

Juncker já anunciou que não se recandidata e num momento em que o populismo e nacionalismo aumentam em muitos Estados-membros, o seu legado é colocado em questão.

"Ele não entende a Europa de hoje, nomeadamente os problemas da imigração e os problemas das pessoas em geral. Está no poder há 25 anos, mas perdeu todo o contacto com os cidadãos", disse, à euronews, Jean Quatremer, jornalista no diário francês Libération.

O debate sobre o discurso de Juncker deverá servir, também, para os grupos políticos lançarem pistas sobre as suas prioridades para a campanha eleitoral.