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Letónia elege Parlamento em cenário de crispação

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Letónia elege Parlamento em cenário de crispação

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Num cenário político fraturado e de grande crispação, a Letónia elege, no próximo sábado, um novo parlamento.

Cerca de um milhão e quinhentos mil eleitores são chamados às urnas. 16 partidos vão a votos.

As sondagens dão a liderança ao partido social-democrata Harmonia, considerado pró-russo, de Vjaceslavs Dombrovkis.

Com 17% de intenções de voto o Harmonia arrisca-se a ficar de fora de uma coligação governamental apesar de, nos últimos, tempos, ter tentado ir ao encontro das expectativas de outros partidos. No entanto, o esforço parece ser inglório...

“O senhor recusou-se a admitir a ocupação, então nós admitimos a ocupação, depois mudaram para outra coisa. Ah, então o senhor tem um contrato com o Rússia Unida! Nós terminamos o acordo com o Rússia Unida, eles mudaram para algo, e agora, vocês são a mão do Kremlin. E assim por diante... É claro para qualquer um, qualquer pessoa pensante, que todas essas razões oficiais são apenas mentiras, grandes mentiras", acusa Dombrovkis.

O único partido que não rejeitou, à partida, uma coligação com o Harmonia é o populista e anti-sistema KPV que, segundo as sondagens, pode tornar-se na terceira força política no novo Parlamento.

A ministra das Finanças, Dana Ozola está confiante que o eleitorado vai escolher a estabilidade e continuidade do Governo, em detrimento do populismo: "Ainda espero, como disse, que as pessoas possam ler nas entrelinhas, vejam e entendam quem é quem. Não apenas ouvindo as suas promessas, mas também avaliando o trabalho que foi feito até agora e façam as escolhas certas para a estabilidade e sustentabilidade”.

Os analistas políticos preveem que o novo parlamento seja bastante fragmentado.

O professor Janis Ikstens, da Universidade da Letónia, acredita que "pode haver cinco, talvez até seis ou talvez até sete fações no parlamento e a maioria delas, diria que três ou quatro teriam força numérica aproximadamente igual, o que significa um processo de construção de coligações bastante imprevisível".

“Em poucos dias, os ocupantes destas cem cadeiras parlamentares serão bem diferentes. A maior novidade será a presença de populistas. O seu sucesso ou fracasso nas eleições pode trazer surpresas para muitos", relata o enviado da euronews a Riga, Janis Laizans.