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França à conquista do mercado do whisky

França à conquista do mercado do whisky
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Ao contrário da Escócia ou da Irlanda, a França não tem uma real tradição de produção de whisky mas, com o Reino Unido a preparar-se para deixar a Europa, há produtores franceses à espera de criarem um nome neste negócio.

A destilaria bretã Warenghem foi a primeira a lançar sua própria produção, em 1983, uma aventura arriscada, como conta o proprietário, David Roussier:

"Antes de 2010, o whisky bretão era uma ideia absurda. Nas mentes das pessoas, era uma ideia absurda. No início, adaptámo-nos completamente ao mercado. E o mercado era 95% de uma mistura para a grande distribuição".

Em França, são consumidas mais de mais de 200.000 garrafas de whisky por ano. As destilarias no país cresceram de cinco para 60 desde o início dos anos 2000.

Mas o segredo de um bom whisky está no tipo de barris em que envelhece e os produtores franceses servem-se da longa experiência da tradição vinícola.

Philippe Jugé, presidente do sindicato dos whiskies franceses mostra-nos alguns exemplos: "Aqui temos um whisky envelhecido em barris velhos de vinho da Franche Comté como vinho de palha, vinho amarelo... Aqui, temos um whisky feito na região de Cognac, envelhecido em barris de vinho Sauternes. É verdade que a produção em França é, obviamente, baseada na experiência e conhecimento dos produtores franceses".

O resultado são whiskies com sabores muito especiais. Um potencial de criação de tantas variedades quantos os vinhos regionais franceses, poderia legitimar o whisky "made in France".