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"Coletes amarelos", o caos em Paris

"Coletes amarelos", o caos em Paris
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REUTERS/Stephane Mahe
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Tumultos generalizados por toda a cidade de Paris, no sábado, enquanto aproximadamente 136.000 pessoas, de acordo com o Ministério do Interior, se manifestaram em toda França, no terceiro dia de mobilização dos "coletes amarelos".

Na capital, viaturas da polícia vandalizadas, mobiliário urbano queimado, lojas saqueadas e confrontos com a polícia foram elementos que compuseram um cenário de caos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, reagiu desde a Argentina, onde se encontrava para participar na cimeira do G20, e disse que os culpados serão punidos.

"Os culpados dessa violência não querem a mudança, eles não querem que as coisas melhorem, querem o caos: são traidores das causas que fingem servir e manipulam. Eles serão identificados e responsabilizados pelas suas ações perante a justiça," afirmou Emmanuel Macron

Uma manifestante de colete amarelo diz que marca presença por uma manifestação pacífica e que o presidente Macron não ofereceu nada de concreto.

"Ele (presidente Macron) fez a pedagogia, ele não ofereceu nada de concreto. Eu estou nas ruas pelas reivindicações, para uma manifestação pacífica, não estou de forma alguma a apoiar quem partir tudo. Numa revolução os bloqueios são essenciais, mas não é preciso partir tudo. Não são os coletes amarelos que partem, são os vândalos, a extrema-direita, os "Black Blocks," considera a manifestante Magalie Sebag.

"Houve uma estratégia administrada por profissionais da desordem, profissionais do caos", declarou o ministro do Interior, Christophe Castaner, na TF1, sábado à noite.

Gás lacrimogéneo, canhões de água e granadas foram usados pela policia para combater a violência nos Campos Elísios.

Em Paris, num momento em que as lojas deviam estar cheias de gente a a fazer as compras de Natal, os lojistas retiram os destroços.

Pelo menos 370 pessoas foram detidas e 263 ficaram feridas feridas, 23 das quais são elementos forças de segurança, de acordo com a polícia.

O movimento "coletes amarelos" nasceu espontaneamente num sinal de protesto contra a taxação de combustíveis em França.