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Presidenciais 2026. António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta

ARQUIVO (6/01/2026). Os candidatos presidenciais são exibidos num ecrã num estúdio antes de um debate eleitoral transmitido pela televisão nacional.
ARQUIVO (6/01/2026). Os candidatos presidenciais são exibidos num ecrã num estúdio antes de um debate eleitoral transmitido pela televisão nacional. Direitos de autor  Armando Franca/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Armando Franca/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
De Manuel Ribeiro  & Joana Mourão Carvalho & Ema Gil Pires
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Mais de 11 milhões de portugueses votaram este domingo para eleger o próximo Presidente da República. António José Seguro e André Ventura, os dois candidatos mais votados, seguem para um confronto direto na segunda volta.

Os portugueses votaram este domingo para eleger o próximo Presidente da República. Mais de 11 milhões de eleitores estavam inscritos para votar (11.039.672). É o maior número de votantes desde 1976.

As mesas de voto abriram às 8h00 em todo o país e encerraram às 19h00.

Numa das eleições mais disputadas à data, com poucas freguesias por apurar, os resultados indicam que, pela segunda vez em democracia, será necessário ir a uma segunda volta para decidir quem será o próximo Presidente da República.

Uma eleitora vota nas eleições presidenciais de Portugal numa secção eleitoral em Lisboa.
Uma eleitora vota nas eleições presidenciais de Portugal numa secção eleitoral em Lisboa. Armando Franca/Copyright 2026 The AP. All rights reserved

Acompanhe todas as informações deste dia eleitoral aqui.

Direto finalizado

Seguro promete ser "o Presidente de todos os portugueses"

O candidato apoiado pelo PS, António José Seguro prometeu "honrar voto de confiança" que lhe foi dado, reafirmando o carácter independente da sua candidatura: "Sou livre, vivo sem amarras".

É assim que diz que quer agir como Presidente da República, declarando que com a sua vitória na primeira volta "venceu a democracia" e voltará a ser assim a 8 de fevereiro.

No discurso ao final desta noite de domingo, convidou "todos os democratas, progressistas e humanistas" a unirem-se à sua candidatura para juntos "derrotarem os extremismos".

O candidato vencedor desta primeira volta prometeu ainda ser "o Presidente de todos os portugueses".

"Estou pronto para ser o Presidente dos novos tempos. É o momento de derrotarmos o medo e erguermos a esperança", afirmou, acrescentando que a sua vitória na segunda volta é a "vitória de Portugal, da liberdade e da democracia".

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"Vamos liderar o espaço não socialista em Portugal", diz Ventura

Num discursou perante os apoiantes, André Ventura disse que o país acreditou que era a "alternativa" apesar da "conversa da extrema-direita e da manipulação das sondagens".

"Vamos liderar o espaço não socialista em Portugal. A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita", resumiu.

"Conseguismo derrotar o candidato do Governo e do montenegrismo; o candidato que se dizia liberal, mas tinha estado na agenda globalista, woke, e contra Portugal; e fizemos campanha sem picardia pessoal, sem ofensa", atirou.

Num apelo ao voto não socialista, dirigiu-se aos "líderes que não são socialistas", reiterando que "a direita só perderá eleições com o egoísmo do PSD, da IL e de outros que se dizem de direita". "Agora é que vamos ver a fibra de que são feitos."

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Portugueses terão de fazer uma "péssima escolha entre Seguro e Ventura", diz Cotrim

O candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo assumiu a "derrota pessoal" e adiantou que já ligou a André Ventura e a António José Seguro, sublinhando que há que respeitar os adversários e a "vontade soberana" do povo, que é a "essência da democracia."

Cotrim afirmou que os portugueses terão agora de fazer uma "péssima escolha entre Seguro e Ventura", frisando que não vai recomendar o voto em nenhum.

"Não tenciono endossar ou recomendar o voto em qualquer candidato. Os eleitores que confiaram o voto hoje fizeram-no livremente e deverão fazer livremente na segunda volta", disse.

Deixou ainda uma palavra a Luís Montenegro: "Embora hoje exista maioria de centro direita, é possível que tenhamos um PR socialista. Tal fica a dever-se a um erro estratégico da liderança do PSD. Apesar das evidências e do apelo que lhe fiz, Montenegro não pôs interesse do país à frente do interesse do partido".

O candidato liberal disse mesmo que Luís Montenegro "não esteve à altura do legado de Sá Carneiro".

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Gouveia e Melo felicitou Seguro e Ventura e admite que objetivos não foram atingidos

Numa primeira reação aos resultados, o candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo disse ter felicitado António José Seguro e André Ventura pela passagem à segunda volta.

Gouveia e Melo afirmou que foi com "plena consciência que se candidatou", considerando que, tendo em conta o contexto internacional, podia dar "um contributo útil aos portugueses", mas admitiu que "os resultados não corresponderam aos objetivos".

Assumindo "de forma democrática, a escolha dos portugueses", não se comprometeu com uma posição na segunda volta.

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André Ventura já superou um milhão de votos

Com a contagem oficial a aproximar-se do fim, o candidato presidencial apoiado pelo Chega, André Ventura, já superou um milhão de votos contabilizados.

Com 98% dos votos apurados, Ventura tinha 1.234.668 dos votos, com apenas 21 freguesias por apurar de 3.259 e 16 consulados por apurar de 109.

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PCP recomenda voto contra Ventura

O candidato apoiado pelo PCP, António Filipe, considerou que muito do eleitorado comunista votou em António José Seguro pelo "receio de que pudesse haver dois candidatos mais à direita na segunda volta".

Perante os resultados desta noite, o PCP recomendou o voto "contra a candidatura de André Ventura".

Respondendo aos jornalistas, António Filipe sublinha que a "indicação clara" de voto "não significa um apoio a António José Seguro", mas sim uma "vontade imperiosa de derrotar André Ventura" e uma "ameaça à democracia".

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Orbán felicita André Ventura e deseja-lhe "força" para a segunda volta

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, felicitou André Ventura por "ter chegado à segunda volta das eleições presidenciais". 

"O povo português enviou uma mensagem clara: os patriotas por toda a Europa estão em ascensão. Força na segunda volta!", escreveu Orbán na rede social X.

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Ventura vence na Madeira com 33,42% dos votos

André Ventura venceu na região autónoma da Madeira, onde a contagem de votos já terminou, com 33,42%. O candidato presidencial apoiado pelo Chega ficou à frente de António José Seguro, que obteve 22,79% dos votos.

Num bastião historicamente social-democrata, Luís Marques Mendes ficou em terceiro lugar com 14,67% dos votos.

André Ventura — 33,42% (44.862 votos)

António José Seguro — 22,79% (30.593 votos)

Luís Marques Mendes — 14,67% (19.290 votos)

João Cotrim de Figueiredo — 14,37% (19.290 votos)

Henrique Gouveia e Melo — 8,10% (10.876 votos)

Catarina Martins — 3,81% (5.118 votos)

Manuel João Vieira — 0,87% (1.169 votos)

Jorge Pinto: 0,82% — (1.105 votos)

António Filipe — 0,57% (759 votos)

André Pestana: — 0,41% (544 votos)

Humberto Correia: — 0,16% (218 votos)

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Montenegro não dá indicação para voto na segunda volta

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, já reagiu e felicitou "todos os candidatos, em particular aqueles que vão disputar a segunda volta". António José Seguro, "que representa o espaço político à esquerda do PSD", e André Ventura, "que representa o espaço político à direita do PSD".

"A conclusão que o PSD tira é que o seu espaço político não estará representado na segunda volta", salientou Montenegro.

O líder social-democrata assumiu ainda que o PSD não emitirá nenhuma indicação de voto para a segunda volta.

"O PSD não estará envolvido na campanha eleitoral, não emitiremos nenhuma indicação - nem é suposto fazê-lo - e quero dizer, com toda a tranquilidade, que foi também a vontade dos portugueses."

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Marques Mendes não toma posição sobre segunda volta. "Não sou dono dos votos"

O candidato presidencial Luís Marques Mendes disse que tem uma opinião pessoal sobre a segunda volta, mas que não é dono dos votos e, por isso, não irá fazer endosso em nenhum dos candidatos.

"Cada um votará no que ditar a sua consciência", afirmou. Não vai apoiar nem Seguro nem Ventura.

Reagindo às projeções conhecidas ao início da noite, Marques Mendes chamou a si a responsabilidade pela derrota nesta eleição.

"Tomei a decisão de me candidatar depois de uma reflexão pessoal, cívica e política depois de mais de 40 anos de vida pública. Esta candidatura foi minha e assumo toda a responsabilidade. A responsabilidade é minha, toda minha e apenas minha", asseverou.

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António José Seguro já superou um milhão de votos

Continua a contagem oficial e o candidato António José Seguro, que segue na frente, já superou um milhão de votos contabilizados.

Com 92% dos votos apurados, Seguro tinha um total de 1.170.526 votos.

André Ventura, em segundo lugar, seguia com 938.382 votos, muito perto de atingir a barreira do um milhão.

Faltam ainda apurar os resultados nas freguesias mais populosas do país, incluindo as da cidade de Lisboa, e em 32 dos 109 consulados.

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Catarina Martins apela ao voto em Seguro na 2ª volta

Catarina Martins assumiu que teve "um resultado muito abaixo do que esperava" nestas presidenciais, salientando também "um resultado muito expressivo para a extrema-direita e a direita radicalizada". "E isso, é claro, deve preocupar-nos", alertou, numa primeira reação aos resultados que vão sendo conhecidos.

"Eu tive um resultado muito abaixo do que esperava e daquele pelo qual lutei, mas quero agradecer a toda a gente que comigo fez campanha e que votou na minha candidatura. E garantir àqueles que tendo concordado comigo optaram por votar em António José Seguro que tenho a certeza que nos vamos continuar a encontrar-nos nas lutas que a esquerda tem pela frente", afirmou.

A candidata presidencial destacou ainda que "a hecatombe do resultado de Marques Mendes é a hecatombe do Governo e de Luís Montenegro". "São os grandes derrotados desta noite. Mas os resultados mostram também uma direita em reconfiguração em Portugal".

Assim, sublinhou, "a resposta adequada neste momento é votar na segunda volta em António José Seguro".

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Ventura à frente no estrangeiro

Com cerca de 65% dos votos no estrangeiro apurados, André Ventura surge à frente, com 31,62% dos votos. António José Seguro surge em segundo lugar com 26,43% dos votos, seguido de João Cotrim Figueiredo (16,60%).

Por região, Ventura surge destacado em primeiro lugar na Europa, em África e na América. Na Ásia e Oceânia é Luís Marques Mendes que surge na frente, com 30,12% dos votos.

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Jorge Pinto vai apoiar e votar em Seguro na 2ª volta

O candidato presidencial Jorge Pinto assumiu este domingo que, no que depender de si, António José Seguro será o próximo Presidente da República.

Se, no debate da televisão, o candidato apoiado pelo Livre afirmou que não iria impedir a passagem de António José Seguro a uma 2.ª volta, Jorge Pinto fez agora questão de dizer esta noite, que vai apoiar e votar no candidato socialista na segunda volta e apelou ao Livre que faça o mesmo, argumentando que quem se revê na Constituição só tem como opção apoiar Seguro.

O anúncio foi feito pelo candidato presidencial apoiado pelo Livre no discurso de reação aos resultados destas eleições no 'quartel-general' da sua candidatura, no Amarante Cine-teatro.

"Irei votar em António José Seguro na segunda volta, votar e apelar a que o meu partido faça a mesma coisa, porque ao que tudo indica teremos duas escolhas pela frente: alguém que se revê na Constituição e alguém que se opõe e a quer alterar drasticamente," anunciou.

Em reação aos resultados das projeções - que o colocam fora da segunda volta das eleições presidenciais -, afirmou que a sua candidatura "marcou agenda". "Estamos todos de parabéns".

"Quando dissemos que o grande tema desta campanha tinha de ser a defesa da Constituição, quando ela está a ser seriamente ameaçada, cumprimos. Obrigámos os outros candidatos a vir a jogo, a expor-se, e a dizer como, afinal, é que era defender a Constituição", frisou o candidato presidencial, junto a Rui Tavares, Inês Mendes Lopes e Paulo Muacho, do Livre.

"E este marcar de agenda vai continuar. Que ninguém ache que, daqui para a frente, vamos baixar os braços. Que ninguém ache que vamos sair da arena política. Isto é apenas o começo: Amanhã cá continuaremos com a mesma força. Porque a República é demasiado importante para ser deixada em mãos alheias", frisou.

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Cotrim ultrapassa Marques Mendes e assume o terceiro lugar. Seguro e Ventura no pelotão da frente

Com cerca de 80% dos votos contados, António José Seguro continua na frente. Em segundo está André Ventura que deverá disputar a segunda volta com o candidato socialista, seguido de João Cotrim de Figueiredo, que ultrapassou Luís Marques Mendes.

  1. António José Seguro: 30,11%
  2. André Ventura: 25,80%
  3. João Cotrim de Figueiredo: 13,79%
  4. Luís Marques Mendes: 13,33%
  5. Gouveia e Melo: 11,98%
  6. Catarina Martins: 1,87%
  7. António Filipe: 1,27%
  8. Manuel João Vieira: 0,91%
  9. Jorge Pinto: 0,62%
  10. André Pestana: 0,23%
  11. Humberto Correia: 0,20%
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Com mais de metade dos votos contados, Seguro mantém liderança e Ventura em segundo

Segundo os dados oficiais do Ministério da Administração Interna, António José Seguro continua na frente com mais de metade dos votos contados (58%). Em segundo está André Ventura, seguido de Luís Marques Mendes.

António José Seguro: 30,7%

André Ventura: 26,77%

Luís Marques Mendes: 14,28%

João Cotrim de Figueiredo: 12,31%

Gouveia e Melo: 11,85%

Catarina Martins: 1,76%

António Filipe: 1,16%

Manuel João Vieira: 0,85%

Jorge Pinto: 0,58%

André Pestana: 0,24%

Humberto Correia: 0,11%

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Projeções à boca das urnas: Seguro e Ventura na segunda volta

De acordo com a projeção à boca das urnas da Universidade Católica para a RTP divulgada esta noite para as eleições presidenciais apontam para uma distribuição de votos fragmentada, sem qualquer vitória à primeira volta.

António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista, surge em primeiro lugar e poderá obter entre 30 e 35% dos votos dos portugueses.

Segue-se o candidato do Chega, André Ventura, que consegue entre 20 e 24% dos votos.

Em terceiro lugar, surge o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo que deverá obter entre 17 e 21% dos votos, o que permite ao candidato liberal ainda acalentar a esperança de uma passagem à segunda volta, apesar dessa hipótese ser curta.

Já Henrique Gouveia e Melo consegue entre 11 e 14% dos votos.

Por seu lado, Luís Marques Mendes, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP, chegará aos 8% e, no máximo, aos 11%. A confirmar-se este resultado será uma pesada derrota para o candidato que se colou ao Governo para conseguir a base eleitoral da AD, mas também para o primeiro-ministro Luís Montenegro, que surgiu ao lado de Marques Mendes no apelo ao voto durante a campanha. 

As projeções também mostram uma grande derrota para os partidos à esquerda do PS.

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Catarina Martins, consegue entre 1 e 3% dos votos. Já o comunista António Filipe também não vai além dos 3%. Manuel João Vieira poderá obter entre 1 e 2% dos votos, à frente do candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pinto, que no melhor cenário apenas consegue entre 0 e 1% dos votos.

A confirmar-se que nenhum dos candidatos conseguiu 50% dos votos, este cenário obriga à realização de uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados, conforme prevê a Constituição, abrindo uma nova fase de campanha marcada pelo confronto direto entre os dois candidatos mais votados. Neste caso, António José Seguro e André Ventura.

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Urnas já fecharam no Continente e na Madeira

As urnas de voto já encerraram em Portugal Continental e na Madeira. Permanecem abertas nos Açores durante mais uma hora, até às 20h (hora de Lisboa), devido à diferença horária.

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"Tudo leva a crer que vamos ter uma maior participação", diz porta-voz da CNE

O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) fez um balanço da afluência às urnas até às 16h (45,51%), afirmando que "tudo leva a crer que vamos ter uma maior participação" neste ato eleitoral.

"Mesmo comparando com há 10 anos, em que não tínhamos [a pandemia de] Covid-19, e era a primeira eleição do professor Marcelo Rebelo de Sousa, [foi] maior, por isso neste momento, das 16h às 19h, para o fecho das urnas, tudo nos leva a crer e esperar que a afluência será bastante superior", explicou aos jornalistas o porta-voz da CNE, André Wemans, numa declaração transmitida pela RTP Notícias.

Quanto ao ato eleitoral em si, André Wemans diz que "tem estado a decorrer em perfeita normalidade, sem acidentes de maior". Como acontece sempre, a CNE tem recebido "algumas queixas" que, embora não estejam a afetar o ato eleitoral em si, "serão analisadas depois do processo".

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Afluência às urnas até às 16 horas foi de 45,51%

A afluência às urnas até às 16h00 nestas eleições presidenciais é de 45,51%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI), o maior valor registado em presidenciais desde 2011.

Nas últimas presidenciais, em 2021, a participação eleitoral às 16h00 fixava-se nos 35,44%. Há 10 anos, em 2016, a afluência à mesma hora era de 37,69%, em 2011 foi de 35,16%.

O valor mais alto registado às 16h foi em 2006, quando a participação eleitoral àquela hora se fixou nos 45,56%

De resto, esta participação já é superior à participação total de 2021, quando apenas 39,24% dos eleitores votaram. Também se aproxima do valor total da participação em 2016 (48,66%), quando Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República pela primeira vez.

Comparativamente às últimas eleições legislativas, realizadas entre 2024 e 2025, o valor registado este domingo até às 16h é o mais baixo.

As legislativas de 2024 e 2025 contaram com 51,96% e 48,28% de participação eleitoral até às 16h00, respetivamente.

Já comparativamente às autárquicas de março de 2025, onde a participação às 16h00 se ficou 43,42%, a afluência este domingo à mesma hora é superior.

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CNE alerta para instruções erradas no preenchimento do boletim de voto

Colocar a cruz em mais do que um candidato ou fazer desenhos no boletim de votos são duas das situações que levam a Comissão Nacional e Eleições (CNE) a considerar o voto nulo. Na sequência da propagação de instruções falsas nas redes sociais, a CNE alertou para o correto preenchimento do boletim de voto.

"Alerta-se que os votos para serem considerados válidos só podem conter a cruz no quadrado a seguir à fotografia do candidato em que o eleitor pretende votar", lê-se no comunicado da CNE.

Situações "em que tenha sido assinalado mais do que um quadrado, em que tenha sido feito qualquer corte, desenho ou rasura ou em que tenha sido escrita qualquer palavra" o voto será considerado nulo.

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Participação eleitoral até às 12h é a mais alta nas presidenciais dos últimos 20 anos

O número de portugueses que já votou até às 12h é o mais elevado das primeiras voltas em eleições presidenciais dos últimos 20 anos, segundo dados do Ministério da Administração Interna.

Na eleição deste domingo, até às 12h tinham votado 21,18% dos eleitores, um valor que representa o nível mais elevado de participação a esta hora desde pelo menos 2006. Nesse ano, a taxa situava-se nos 19,32%, descendo de forma acentuada em 2011 para 13,39%.

Nas presidenciais seguintes, essa tendência inverteu-se. Em 2016, a afluência até às 12h subiu para 15,82%, voltando a aumentar em 2021, em plena pandemia de Covid-19, quando atingiu os 17,07%.

O valor agora registado este domingo supera pela primeira vez a barreira dos 20% ao meio-dia.

No entanto, se compararmos a taxa de afluência até às 12h das presidenciais deste domingo com as últimas três eleições nacionais, realizadas entre 2024 e 2025, o cenário é outro.

Nas autárquicas de março de 2025 registou-se uma afluência às urnas de 21,72% à mesma hora, enquanto nas legislativas de 2024 e 2025 contaram com 25,21% e 25,56% de participação eleitoral até às 12h, respetivamente.

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Manuel João Vieira foi o último candidato a votar. Fê-lo em Lisboa

"Não sou um candidato fantasma". Manuel João Vieira, candidato presidencial, votou depois das 15h00 e foi o último dos 11 a exercer o direito de voto. "Acho que a taxa de abstenção tem sido muito elevada desde há muito tempo", declarou Vieira, lembrando que há "muita gente que se importa mais com o futebol do que com as eleições, porque não podem dar toques na Assembleia", disse o candidato que se apresentou nesta corrida eleitoral de forma satírica.

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Afluência às urnas ao meio dia, numa altura em que 10 candidatos já exerceram o seu direito de Voto

Afluência às urnas, até às 12h00 deste domingo, foi de 21,18%.

Às 13h00, 10 candidatos votaram de norte a sul do país. Falta Manuel João Vieira votar.

O voto dos candidatos começou no sul, com Humberto Correia a ser o primeiro a votar. O candidato independente votou em Olhão pelas 9 horas. Humberto Correia classificou esta fase como uma vitória para a sua candidatura.

Uma hora mais tarde, pelas 10h00, foi a vez de Cotrim de Figueiredo votar. O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal teve um final de campanha agitado devido a acusações de um suposto assédio, divulgadas por uma ex-assessora de Figueiredo.

Polémicas à parte, o candidato Figueiredo entra nesta fase muito bem posicionado e está na luta para passar à segunda volta. "Este é o dia em que a democracia escolhe o seu futuro", disse Cotrim de Figueiredo, que espera que a "abstenção seja baixa". O candidato acrescentou que passará o dia "tranquilo" e com a família.

Seguiu-se António Filipe, que votou em Loures pelas 10h30.

"Espero que os portugueses usem o seu direito de voto, que custou muito a conquistar", disse António Filipe, convicto de que fez uma boa campanha e de que espera que os portugueses honrem este direito, "o direito de escolha, de votar com consciência e em liberdade", disse o candidato presidencial aos jornalistas.

Catarina Martins votou pelas 10h30 no Porto e enalteceu o dia em que a primeira mulher votou em Portugal.

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda disse que "é mesmo importante votar". A democracia é uma festa", disse a candidata.

António José Seguro votou pelas 10h00, nas Caldas da Rainha. O candidato socialista, que só recebeu o pleno apoio do PS a meio da sua campanha, foi discreto e disse que votou "com muita emoção". Seguro acredita que os portugueses "se vão mobilizar e não desperdiçar esta oportunidade".

Jorge Pinto votou em Amarante, pelas 11h15, com a sensação de ter cumprido o seu dever enquanto candidato presidencial.

Seguiu-se Luís Marques Mendes, que votou em Caxias quase ao mesmo tempo que Jorge Pinto. O candidato social-democrata disse estar "confiante na sua candidatura" e espera que "a abstenção baixe". O candidato do PSD reconhece que a campanha "foi muito violenta".

André Pestana votou em Coimbra e queixou-se de ter sido discriminado pela comunicação social. O sindicalista lembrou ainda o boletim de voto, que consta de 14 candidatos, sendo apenas 11, o que causa confusão.

André Ventura votou às 13h00 nestas eleições que considera "eleições históricas". O candidato presidencial disse que houve vários temas que não foi possível debater nem esclarecer durante a campanha. "Acho que ficou muita coisa por esclarecer", disse.

Gouveia e Melo é o penúltimo candidato a votar nesta que será a primeira volta da corrida às presidenciais. O ex-almirante está com muita esperança nos portugueses e espera que a abstenção seja baixa.

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Gouveia e Melo votou em Lisboa "com muita esperança"

O ex-almirante da Marinha disse que ia aguardar os resultados com muita tranquilidade em casa. O candidato presidencial considerou que a sua campanha foi esclarecedora e, por isso, está com "muita esperança". Gouveia e Melo apelou aos portugueses para que votassem.

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Presidente da Assembleia votou no Porto

José Pedro Aguiar-Branco, que tem sido muito crítico de alguns candidatos presidenciais, disse esta manhã que essas críticas foram até reconhecidas por alguns dos candidatos, mas não quis prolongar-se no tema, sublinhando que, no dia de hoje, é importante que todos os portugueses venham votar. O presidente da Assembleia sublinhou que o momento atual é crucial para o novo Presidente da República.

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Cavaco Silva lembra os conflitos mundiais depois de votar em Lisboa

O ex-presidente da República salienta que este "tempo incerto vai exigir muito do Presidente da República". Cavaco Silva critica as recentes medidas adotadas por Donald Trump contra a União Europeia e avisa que "o novo Presidente da República precisa captar apoios para a defesa dos interesses de Portugal".

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André Ventura votou no Parque das Nações

O candidato presidencial, líder do Chega, votou em Lisboa por volta do meio-dia. "Hoje é um dia muito específico de eleição. Não podemos estar a criticar as coisas e depois não votar", disse André Ventura.

O candidato presidencial disse que houve vários temas que não foi possível debater nem esclarecer durante a campanha. "Acho que ficou muita coisa por esclarecer", disse Ventura, que vai acompanhar os resultados a partir da sede de campanha. "Estou muito confiante com a mobilização que tenho visto", conclui Ventura, lembrando que não se quer prolongar muito por ser candidato.

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Coordenador do Bloco de Esquerda pede "voto em consciência"

José Manuel Pureza votou esta manhã, em Coimbra, com um apelo às portugueses, pedindo o voto em consciência. "Tenho dois desejos essenciais para este dia: o primeiro é que muita gente vote e o segundo é que todos os portugueses e portuguesas votem em consciência", disse o coordenador do Bloco de Esquerda depois de votar.

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André Pestana vota em Coimbra

O candidato presidencial, líder sindicalista do S.T.O.P., votou pelas 11h30 numa escola em Coimbra.

"Peço em particular à juventude e aos trabalhadores que contribuam para este país que espezinha contratos e direitos laborais", disse Pestana.

O candidato sindicalista queixa-se de ter sido discriminado pela comunicação social, que não lhe deu o mesmo "espaço" de antena que os demais candidatos. A confirmar a sua queixa, segundos depois desta afirmação, a CNN Portugal cortou o direto do candidato presidencial para dar lugar à intervenção do presidente da Câmara de Lisboa, que votou pouco depois do candidato André Pestana, em Lisboa.

Coincidência ou não, enquanto André Pestana continuava a prestar declarações, a RTP Notícias também decidiu cortar o direto do candidato presidencial para uma intervenção da correspondente em Bragança, que se limitou a fazer um vox populi com as opiniões dos brigantinos.

Ainda antes destas duas estações cortarem a intervenção deste candidato, André Pestana lembrou o boletim de voto com 14 candidatos, enquanto só 11 podem ser elegíveis, "cria confusão", disse Pestana, criticando a CNE por não ter avançado com a respetiva correção.

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Marques Mendes também exerceu o seu direito de voto em Oeiras

O candidato, apoiado pelo PSD, votou em Caxias, em Oeiras, pelas 11h10.

"Vou passar o dia praticamente todo em casa com a família e só voltarei a ligar à vida política ao fim da tarde", começou por responder o candidato presidencial que apela "a uma grande participação". Marques Mendes diz estar "confiante na sua candidatura e que a abstenção baixe". O candidato do PSD reconhece que a campanha "foi muito violenta" e espera passar à segunda volta, salientando, contudo, que "os portugueses é que decidem", disse.

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António José Seguro votou nas Caldas da Rainha

O candidato apoiado pelo Partido Socialista votou nas Caldas por volta das 10h00. António José Seguro disse ter votado "com muita emoção" e acredita que os portugueses "se vão mobilizar e não desperdiçar esta oportunidade".

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Primeiro-ministro votou em Espinho

Luís Montenegro exerceu o seu direito de voto numa escola em Espinho.

O chefe de governo, líder do PSD, fez-se acompanhar pela sua mulher. Em declarações aos jornalistas, à saída da mesa de voto, Montenegro salientou esta eleição como "muito disputada" e "muito imprevisível" em termos de resultados.

"É uma posição soberana dos portugueses para poderem escolher o mais alto representante da nação nos próximos cinco anos que vão ser muito desafiantes, quer a nível interno, quer no plano externo. No contexto europeu e internacional, o mundo vive muitas crises e Portugal, com mais de 900 anos de história, pode ser um elemento preponderante na nossa identidade e afirmação no mundo".

"A Presidência da República e o Presidente da República são elementos-chave do equilíbrio político", acrescentou o chefe de governo. "Vivemos numa democracia saudável e que consegue ser tolerante na escolha do candidato", disse.

"Provavelmente, vamos encontrar de novo daqui a duas semanas para uma segunda volta", acrescentou o primeiro-ministro.

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Catarina Martins votou no Porto

A única mulher à corrida presidencial, entre 11 candidatos, apelou ao "voto de todas e todos". Catarina Martins votou pelas 10h30 no Porto e enalteceu o dia em que a primeira mulher votou em Portugal.

"É mesmo muito importante podermos escolher, pensarmos como queremos o país", declarou a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda.

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António Filipe votou em Loures

O candidato presidencial, António Filipe, apoiado pelo PCP, votou em Loures pelas 10h30.

"Espero que os portugueses usem o seu direito de voto, que custou muito a conquistar", disse António Filipe, convicto de que fez uma boa campanha e de que espera que os portugueses honrem este direito, "o direito de escolha, de votar com consciência e em liberdade", disse o candidato presidencial aos jornalistas.

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João Cotrim de Figueiredo votou em Lisboa

O candidato presidencial, João Cotrim de Figueiredo, votou em Lisboa pelas 10h00, acompanhado pela neta.

Figueiredo apresentou-se num "estado de espírito com otimismo e confiança". "Este é o dia em que a democracia escolhe o seu futuro", disse, e espera que a "abstenção seja baixa". O candidato acrescentou que vai passar o dia "tranquilo" e com a família.

Cotrim de Figueiredo: impasse na Ucrânia mostra “falta de testosterona dos líderes europeus”

Candidato a Belém critica hesitação da UE no uso de ativos russos congelados para financiar a Ucrânia e diz mesmo que, se este plano falhar, a Europa “não mere…

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Eleições presidenciais em Portugal podem trazer mais uma vitória para os populistas na Europa

Um recorde de 11 candidatos concorre às eleições presidenciais de domingo em Portugal, com um líder populista, pronto para trazer mais um avanço político aos partidos de extrema-direita em ascensão na Europa.

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Secretário-geral do PCP votou em Setúbal

Paulo Raimundo, secretário-geral do Partido Comunista, votou pelas 9h15 na Moita, em Setúbal. O PCP apoia formalmente a candidatura de António Filipe.

"São aquelas eleições em que há maior imprevisibilidade [no resultado final]", disse Paulo Raimundo.

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Candidato Humberto Correia votou em Olhão

Humberto Correia foi o primeiro candidato a estas presidenciais a votar. O candidato, que se vestiu de rei de Portugal numa das suas ações de campanha (Dom Afonso Henriques), votou em Olhão pelas 9h00.

"É um voto histórico, para mim e para os meus antepassados", disse o candidato algarvio aos jornalistas depois de votar.

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Assembleias de voto abriram há 30 minutos

As mesas de voto abriram há meia hora. Mais de 11 milhões de eleitores, que se somam aos 200 mil que votaram em mobilidade na semana passada, podem votar neste domingo em um dos 11 candidatos, com a segunda volta como o cenário mais provável.

Cerca de 220 mil eleitores votam para escolher o próximo Presidente

São 218.481 os eleitores que se inscreveram para votarem antecipadamente nas eleições presidenciais de 18 de janeiro em Portugal. O Presidente da República, Ma…

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Atenção ao Boletim ao voto

O eleitor vai encontrar, no boletim de voto, 14 candidatos, mas três candidaturas não são válidas.

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Antes de sair de casa, saiba onde votar?

Para saber o local e a mesa de voto, os eleitores podem consultar o portal do recenseamento através do site: https://www.recenseamento.pt/

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