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Pelo menos sete mortos após colisão entre dois comboios em Córdoba

Comboio Iryo, imagem de arquivo
Comboio Iryo, imagem de arquivo Direitos de autor  Iryo,
Direitos de autor Iryo,
De Maria Muñoz Morillo & Jesús Maturana com Marina Neila
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Pelo menos sete pessoas morreram e várias ficaram feridas após o descarrilamento de um comboio da Iryo com mais de 300 passageiros a bordo em Adamuz (Córdoba), que invadiu a via adjacente e colidiu com um comboio de alta velocidade que fazia a rota Madrid-Huelva. Ambos os comboios descarrilaram.

O incidente, que causou pelo menos sete mortos e vários feridos, ocorreu quando o comboio da Iryo, que fazia o percurso entre Málaga e Madrid-Puerta de Atocha, descarrilou em Adamuz. O comboio saiu da via por volta das 19:45 locais (menos uma hora em Portugal continental), invadiu a via adjacente e colidiu com um comboio de alta velocidade que circulava em sentido contrário, da capital para Huelva. O impacto provocou também o descarrilamento deste segundo comboio.

A partir do local do incidente, os passageiros partilharam vídeos e fotografias do acontecimento, nas quais se pode ver como várias carruagens do comboio ficaram seriamente danificadas. Várias pessoas ficaram presas no interior das carruagens.

Há de momento registo de cerca de 100 pessoas feridas, 25 delas com gravidade.

Foram suspensos todos os serviços ferroviários entre Madrid e a Andaluzia até nova ordem. A empresa ferroviária Adif confirmou o envio dos serviços de emergência para o local do acidente, onde trabalharão durante toda a noite, juntamente com as autoridades e os responsáveis das operadoras Renfe e Iryo.

Testemunhos do local do acidente

Os passageiros que permanecem nas carruagens começaram a divulgar imagens e mensagens através das redes sociais. Uma testemunha explicou que o embate foi semelhante a um terramoto. Os passageiros tiveram de partir as janelas dos comboios para escapar, o que provocou vários ferimentos causados por cortes.

Salvador Jiménez, jornalista da RTVE que viajava no comboio que partiu de Málaga, explicou que as duas últimas carruagens descarrilaram e que uma delas "ficou completamente virada".

"Saímos de Málaga pontualmente às 18:40, com destino a Madrid, eu estava na primeira carruagem. Houve um momento em que parecia que tinha havido um terramoto quando o comboio tinha, na verdade, descarrilado. Telefonaram imediatamente para ver se havia pessoas dos serviços de saúde que pudessem ajudar, pegaram em martelos para partir as janelas e acabaram por nos retirar", explicou Jiménez.

Vários utentes relataram a presença de fumo no interior dos comboios e foi solicitada assistência médica para tratar de alguns passageiros com ferimentos.

As autoridades continuam a avaliar a situação, enquanto as equipas de emergência acedem aos comboios para prestar assistência às pessoas afetadas e determinar a extensão do incidente.

A Cruz Vermelha mobilizou uma ambulância médica de Córdoba e três outras ambulâncias de Jaén. Enviará também bens de primeira necessidade para os passageiros dos dois comboios envolvidos no acidente. As equipas de assistência psicossocial estão em pré-alerta para o caso de ser necessária a sua intervenção.

Um grande número de cidadãos estão a deslocar-se para a zona para prestar assistência aos passageiros.

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, informou, através da sua conta no X, que já se encontra no Centro de Controlo de Operações da Adif, a acompanhar de perto os desenvolvimentos relativos ao grave acidente.

A presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, ofereceu a ajuda dos hospitais de Madrid para prestar assistência aos feridos: "Os hospitais da Comunidade de Madrid e as equipas do SUMMA 112 acompanham o trágico acidente em Córdoba e estão à disposição da Junta da Andaluzia. Serão destacadas equipas de apoio em Atocha para acompanhar os familiares", publicou Ayuso no X.

As investigações para esclarecer as causas do descarrilamento inicial estão apenas no início.

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