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Congresso do PSE na Lisboa em fuga da austeridade

Congresso do PSE na Lisboa em fuga da austeridade
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Lisboa, cidade das sete colinas.... Portugal tenta rasgar por completo as amarras da austeridade mas ainda s e encontra numa posição vulnerável. Logo é natural que os portugueses olhem para os protestos de coletes amarelos na França com empatia.

Por esta altura, a cosmopolita capital portuguesa acolhe o Congresso do Partido Socialista Europeu em Lisboa.

Um francês afirma ter visto o país melhorar. "Sim, acho que Portugal é um exemplo, mas nunca falamos sobre isso nos media franceses. E nós em França raramente falamos sobre a extrema-esquerda ", explica.

"Portugal costuma ser representado como o paraíso do socialismo, mas aqui, os anos de austeridade deixaram uma marca profunda na sociedade. Muitos sentem-se abandonados e deixados para trás pela globalização, a distância entre a vida real e a política está longe de estar encerrada", avança a enviada da Euronews, Elena Cavallone.

Longe dos locais turísticos, encontramos alguns moradores de Benfica. Famílias de classe média e pensionistas que vivem nesta área de Lisboa. Há uma sensação generalizada de pessimismo sobre a situação no país.

"Há muita miséria. Muitas pessoas não têm o que comer e precisam de caridade. Têm que pedir dinheiro na ruas para comer e alimentar os filhos, afirma uma comerciante.

Outra explica que "está tudo pior que França. Eles ganham mais, mas tudo é tão caro. Não gosto de vandalismo, mas sei que eles, os coletes amarelos lutam para melhorar as condições de vida".

Um homem garante que "o socialismo europeu moderno não é como o antigo, no estilo mediterrânico, próximo dos cidadãos. Este é um socialismo mais próximo da direita, mais radical e na minha opinião esta não é a solução neste momento".

Nos últimos anos, a social-democracia tem sido criticada por não promover a justiça social. Em Lisboa, durante o congresso anual, o candidato presidencial da Comissão Europeia, Frans Timmermans, diz que os eventos de Paris são um sinal de alerta.

"Seja qual for a sua orientação política na Europa, se você olhar para o que está a em Paris e na maioria dos estados membros, todos nós temos a obrigação de devolver esperança às pessoas e é isso que os coletes amarelos me indicam. Temos que devolver esperança às pessoas", diz Timmermans.

Em toda a Europa, a extrema-direita e o populismo conseguiram dar voz à ira das pessoas. As próximas eleições europeias podem ser a última oportunidade para o partido socialista reconquistar o seu eleitorado.