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Brexit: Buxelas não dá mais garantias até votação

Brexit: Buxelas não dá mais garantias até votação
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O ministro britânico para o Brexit, Stephen Barclay, renovou, esta quinta-feira, o aviso de que a rejeição pelo Parlamento do acordo de divórcio da União Europeia lançaria o país para uma saída sem rede.

Por enquanto, não estão previstas novas reuniões entre os negociadores da Comissão e os negociadores do Reino Unido

Mina Andreeva Porta-voz, Comissão Europeia

"Não ter qualquer acordo será muito mais provável se os membros do Parlamento rejeitarem o acordo do Brexit deste governo", escreveu Barclay num artigo para o jornal Daily Express, argumentando que o plano da chefe do governo, Theresa May, era o único "acordo viável" disponível.

Bruxelas confirmou, no mesmo dia, que não pretende enunciar qualquer nova garantia até à votação de 14 de janeiro, nomeadamente sobre a questão fronteiriça na ilha da Irlanda.

"Dissemos muitas vezes que o acordo que está sobre a mesa é o melhor e o único possível. Por enquanto, não estão previstas novas reuniões entre os negociadores da Comissão e os negociadores do Reino Unido, já que as negociações foram concluídas", explicou Mina Andreeva, porta-voz da Comissão Europeia, na conferência de imprensa diária, em Bruxelas.

"O presidente Juncker está, obviamente, sempre disponível para ouvir os pontos de vista da primeira-ministra Theresa May sobre a natureza temporária do mecanismo de fronteira", acrescentou.

Planos de contigência

Os mercados financeiros são dos setores mais nervosos com a perspetiva de falta de acordo. O Reino Unido vai intensificar, na próxima semana, os preparativos de contingência e a Comissão Europeia, também, confirma que continua a trabalhar nesse cenário.

"O nosso plano de ação de contingência, adotado e apresentado em grande detalhe a 19 de dezembro, nesta sala de imprensa, vai continuar a ser implementado. Nas próximas semanas vamos monitorizar a necessidade de alguma ação adicional", referiu Mina Andreeva.

O Reino Unido entrou em 2019 num clima de divisão interna. Se há quem queira a saída a todo o custo, o fundo azul dos festejos em Londres poderá ter dado alguma esperança a quem sonha com um segundo referendo para tentar travar o processo.