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Brasil: Desespero das populações de Brumadinho

Brasil: Desespero das populações de Brumadinho
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De  Euronews
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Com mais de seis dezenas de mortos confirmados e quase 300 desaparecidos, a dor dá lugar à indignação face ao desastre da barragem de Brumadinho, no Brasil.

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Com mais de seis dezenas de mortos já confirmados e quase 300 desaparecidos, as autoridades do Brasil prosseguem as buscas para resgatar vítimas do desabamento da barragem em Brumadinho, sem grande esperança de encontrar sobreviventes.

À medida que o tempo passa a dor das famílias transforma-se em indignação.

Às populações indígenas, como os índios Pataxó, que retiram a origem e a subsistência das águas do rio restam apenas os olhos para chorarem a devastação ecológica.

"Vocês acham que alguma mineradora está preocupada com isto, algum perfeito de região está preocupado com isso, não está não. Eles só têm amor ao dinheiro, ao minério", questiona Aigoho, uma membro da tribo.

Outra, Kenya, explica: "A nossa relação com o rio é muito especial porque a origem dos Pataxós é uma gota de água que caiu na terra. A nossa ligação com o rio era muito especial, porque além de nos fornacer o alimento, ele também unia os Pataxós".

Depois de Fabio Schvartsmana, o presidente da Vale - empresa que explorava a mina do Córrego do Feijão - ter dito que as instalações foram construídas de acordo com os padrões de segurança e que há duas semanas a barragem estava estável, a procuradora- geral da república, Raquel Dodge, defende que a companhia deve ser criminalmente responsabilizada pela catástrofe.

Cinco pessoas foram presas esta terça-feira por ligação com a tragédia. Em São Paulo, a polícia deteve dois engenheiros da TÜV SÜD, empresa prestadora de serviço da Vale que atestou a segurança da barragem 1 da Mina do Feijão . O escritório da companhia em São Paulo foi alvo de mandado de busca e apreensão . Em Minas Gerais, a operação prendeu três funcionários da Vale responsáveis pela gestão da obra e pelo licenciamento ambiental.

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, garantiu que o desastre vai ser investigado e que os responsáveis serão punidos, tendo ainda anunciado a formação de um grupo de trabalho do governo para analisar os problemas de gestão da Vale, a empresa proprietária da mina.

Diversos órgão judiciais pediram já o congelamento de 3 mil milhões de dólares de fundos da Vale para garatir os pagamentos das indemnizações. A companhia já suspendeu a distribuição de dividendos aos acionistas.

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