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"Plano B" de May a votos no parlamento britânico

"Plano B" de May a votos no parlamento britânico
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Theresa May enfrenta esta terça-feira mais um voto decisivo, que pode fazer com que se encontre uma solução mais rápida para o Brexit ou prolongar o problema.

A votos vão estar algumas das 14 emendas ao texto do acordo entre o Reino Unido e a União Europeia, sugeridas por vários deputados, quer dos conservadores, quer da oposição, e também os planos da própria primeira-ministra para conseguir um acordo que seja aprovado.

Os dois projetos mais importantes são o da deputada trabalhista Yvette Cooper para impedir um Brexit sem acordo, através de uma extensão do artigo 50, um texto que conta com a oposição dos pró-Brexit e outro, do conservador Graham Brady, que pretende substituir a solução atualmente apresentada para a fronteira entre as duas Irlandas, o chamado backstop.

"Existe uma oportunidade de mudarmos a situação em que o acordo de saída ficou condenado àquela enorme derrota, com apenas uma pequena mudança, porque todos os lados dizem que, se esta solução for usada, deve ser apenas temporária. Então, se o backstop é uma medida temporária, deve ser deixado claro e explícito que não vai nunca ser uma solução permanente", diz Brady.

Não há certeza sobre se alguma destas emendas vai conseguir ser aprovada pela câmara dos comuns. Por isso, para alguns a melhor solução é adiar o Brexit.

"Precisamos de mais tempo. A União Europeia não nos vai dar uma extensão do prazo sem que tenhamos uma razão específica. Precisamos de dizer claramente que o nosso objetivo é conseguir um acordo que tenha o apoio da maioria dos deputados e temos de ver com a União Europeia como seria esse acordo", diz o deputado trabalhista Wes Streeting.

A União Europeia tem uma mensagem ao Reino Unido de May: A Grã-Bretanha tem de decidir o que quer, mas o acordo que foi rejeitado pelos deputados britânicos não vai ser reaberto. A vice-negociadora-chefe, Sabine Weyand, diz que o Brexit pode tornar-se um carro que corre o risco de se despistar.

"Há um risco de desastre, não por defeito de fabrico, mas por acidente ou então por defeito de fabrico do artigo 50, mas não por culpa dos políticos", disse num evento em Bruxelas, citada pelo jornal The Guardian.

Independentemente do desfecho, Theresa May quer convencer Bruxelas que, se lhe for dado algum espaço, nomeadamente sobre a questão da fronteira irlandesa, o acordo sobre o Brexit vai passar no parlamento de Londres. E isso significa que a bola fica do lado de Bruxelas.