"Campeões", o triunfo da inclusão nos prémios Goya

"Campeões", o triunfo da inclusão nos prémios Goya
Tamanho do texto Aa Aa

A longa-metragem "Campeões" fez jus ao nome e arrebatou o galardão para melhor filme nos Prémios Goya da Academia de Cinema de Espanha.

A história de Javier Fesser sobre superação e orgulho na diferença, com um elenco de atores com diversos tipos de deficiência, foi o filme indicado por Espanha para os Óscares - não conseguiu chegar à seleção final dos nomeados para Melhor Filme Estrangeiro dos Prémios da Academia - e era um dos favoritos para a 33ª edição da cerimónia, que se realizou pela primeira vez em Sevilha.

Além de melhor filme, "Campeões" ganhou ainda os Goya para canção original e ator revelação, consagrando Jesús Vidal, um ator de 43 anos com deficiência visual, que não escondeu a emoção pela distinção inédita.

"Distinguiram como ator revelação um ator com deficiência. Vocês não sabem o que fizeram. Vêm-me à cabeça três palavras: inclusão, diversidade e visibilidade. Que emoção! Muito obrigado", afirmou.

"Campeones" revelou-se o êxito de bilheteira de 2018 em Espanha, com receitas de 19 milhões de euros e mais de três milhões de espetadores.

A película "La Enfermedad del Domingo" valeu a Susi Sánchez o prémio para melhor atriz principal, enquanto Antonio de la Torre conquistou a distinção de melhor ator em "O Reino".

O retrato do realizador Rodrigo Sorogoyen da corrupção em Espanha deixou escapar o principal galardão, mas foi o maior vencedor da noite, ao ganhar sete das 13 nomeações.

"O Reino" impôs-se nas categorias de realização, ator principal e ator secundário, argumento original, montagem, som e banda sonora.