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Os vinte anos do euro: uma breve história

Os vinte anos do euro: uma breve história
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Foi nos anos 60 que surgiu a ideia da criação de uma união económica e monetária para a Europa. Os líderes europeus procuravam consolidar a estabilidade económica do continente e facilitar o comércio transfronteiriço.

Foram 11 os países que adotaram o euro como modera oficial em 1999, entre os quais, Portugal. O controlo da política monetária destes países foi então assumido pelo Banco Central Europeu.

O euro começou por ser uma moda "invisível," sendo utilizada apenas na contabilidade na União Europeia.

Três anos depois, entraram em circulação modedas e notas, à medida que as moedas nacionais foram sendo abandonadas.

Posteriormente, vários países aderiam à moeda única, como Chipre, a Estónia ou a Eslovénia.

Os primeiros 10 anos do euro ficaram marcados pela sua expansão em todo o contidente, mas a segunda década viu-se afetada pela crise económica e financeira.

Cinco países da zona euro (Portugal, Espanha, Chipre, Grécia e Irlanda) foram obrigados a pedir ajuda, pelo que se temia que fossem obrigados a deixar a moeda única.

Foram adotadas medidas de urgência, incluindo a criação do Mecanismo Europeu de Estabilidade, uma instituição financeira concebida para ajudar os Estados da zona euro em dificuldades financeiras.

Surge também uma união bancária para prevenir novas crises no futuro, quando os sete países que ainda não adotaram o euro o façam - Croácia, República Checa, Hungria, Polónia, Roménia, Suécia e Bulgária.

Atualmente, o euro é a moeda oficial de 19 28 países do bloco regional europeu.

A introdução do euro em 2002 foi o culminar de um percurso de mais de 40 anos.

O Banco Central Europeu e a Comissão Europeia são responsáveis pela manutenção do valor e da estabilidade do euro e pela definição dos critérios a preencher pelos da UE que pretendam aderir à zona euro.

Para a Comissão Europeia, o euro é "uma prova muito concreta da integração."

A a moeda única é regida por políticas específicas e tem uma história própria no que se refere ao seu desenho, conceção e implantação.

Embora a passagem para o euro tenha ocorrido há quase vinte anos, em alguns países ainda é possível trocar as notas e moedas nacionais antigas pela moeda única europeia.

Para falarmos do da história e dos próximos 20 anos da moeda única, viemos ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para falar com Mário Centeno, ministro das Finanças de Portugal e presidente do Eurogrupo.

Euronews: Qual é a importância do euro na integração europeia?

Mário Centeno: O euro é muito mais do que uma moeda. É parte da identidade europeia. Trouxe-nos estabilidade e crescimento nos últimos cinco anos. É uma parte importante de todo o projeto.

Euronews: Por um lado, podemos dizer que a zona euro já tem 20 anos. Por outro lado... podemos dizer que sótem 20 anos.

Mário Centeno: A moeda única é uma criança e 20 anos é um período de tempo muito curto para uma instituição tão importante como o euro. Como grande parte das coisas feitas pelos humanos, encontrámos obstáculos. Mas, apesar da crise, conseguimos fortalecer a moeda e enfrentamos apenas flutuações cíclicas das nossas economias, sempre com uma moeda mais forte.

Euronews: um pouco mais das reformas a adotar. Quais são as mudanças mais urgentes quando falamos da prosperidade do euro?

Mário Centeno: Há duas reforma simportantes e um processo que não pode parar. São o orçamento para a zona euro e os fundos do sistema de segurança. Trata-se do terceiro pilar da união bancária. E não podemos abandonar o processo de redução de riscos. Os países da zona euro enfrentam muito menos risco quando falamos dos setores bancários nacionais e dos sistemas financeiros, mas também em termos de orçamentos dos Estados membros.

Euronews: Assinalamos o vigésimo aniversário do euro. Pensemos no futuro. Como serão os próximos vinte anos do euro?

Mário Centeno: Vamos ver de uma zona euro mais madura e com instituições mais fortes, mais integração.