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Potencial do Mediterrâneo oriental em debate em Israel

Potencial do Mediterrâneo oriental em debate em Israel
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A descoberta de hidrocarbonetos na região do Mediterrâneo Oriental está a reconfigurar o mapa energético a nível mundial.

Os gigantes mundiais da energia estão a mostrar cada vez mais interesse na região.

O Mediterrâneo Oriental é o tema de fundo do encontro trilateral que reúne em Jerusalém representantes de Israel, Grécia e Chipre.

A presença do secretário de estado norte-americano, Mike Pompeo, é um sinal do interesse de Washington.

A região do Mediterrâneo Oriental começa em Israel alargando-se ao sudeste em direção à Grécia para terminar em Itália.

"Neste momento estamos a falar de reservas israelitas, Talvez no futuro haja reservas em Chipre. O Egito tem a maior até ao momento, a reserva de Zhor", afirma o especialista em relações internacionais, Konstantinos Filis.

Os analistas afirmam que a energia pode ser um fator de estabilidade e prosperidade.
Ao mesmo tempo pode ser um campo de intensa competição.

"Existem interessantes convergentes e divergentes entre os vários países envolvidos, mesmo entre as empresas e todos quantos têm interesses na região como a Rússia, os Estados Unidos e a União Europeia", adianta Filis.

Depois de Chipre, também a Grécia atravessa um período de mais atividade no setor energético.

A região com mais potencial situa-se a sul da ilha de Creta. No entanto, serão necessários mais dois ou três anos para se obter uma ideia clara do potencial energético da região.

"As estruturas que estudámos na Grécia a partir das linhas sismícas que existem e os resultados relativos à profundidade mostram estruturas comparáveis às estruturas encontradas em Chipre e no campo de Zhor", avança Spyros Bellas, vice presidente da Hellenic Hydrocarbon Resources Management.

Depois de Chipre, a petrolífera norte-americana ExxonMobil também quer participar no leilão das concessões israelitas.

A repórter da euronews, Fay Doulgkeri explica:

"O objetivo da União Europeia é reduzir a dependência energética relativamente à Rússia. Mas para além dos desafios técnicos, a chave para aconcretização do plano é a viablidade económica do gasoduto".