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Concerto solidário angaria 300 mil euros para Moçambique

Família moçambicana
Família moçambicana -
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Reuters/MIKE HUTCHINGS
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Moçambique vive um drama que será impossível esquecer, pelo menos para quem a sentiu na pele. António Momphasa recorda o dia da tragédia como se fosse hoje:

"As paredes das casas caíam. A minha família gritava: "pai, pai! Onde posso esconder-me? Onde posso esconder-me?" E eu olhava sem poder fazer nada."

As memórias não se apagam mas é preciso seguir em frente. Em Portugal, não se sentiu a devastação provocada pelo ciclone Idai, ainda assim, abriu-se uma enorme corrente de solidariedade. Terça-feira à noite cantou-se para angariar fundos para Moçambique. Sexta-feira juntam-se outros músicos, entre eles o pianista Mário Laginha, para dar música e conseguir dinheiro para apoiar quem mais precisa.

Em Moçambique, onde a música não chegou, há mais de 1500 casos de cólera confirmados e ainda que a maioria não inspire cuidados, há vítimas mortais a lamentar e o trabalho de reconstrução, de renascimento, está ainda no princípio. As vacinas já chegaram e o programa de vacinação está na ordem do dia mas para a população há outras prioridades.

"O que precisamos agora é de comida. Não temos comida aqui, é muito duro, é como se não estivesse a ser um bom pai. É como se não fosse um bom pai para eles. É difícil!"

Só em Moçambique, e de acordo com números oficiais, há já mais de meio milhar de mortos, mas o número vai ainda aumentar. As autoridades, apoiadas por organizações internacionais, procuram apoiar as populações mas com estradas e pontes destruídas os desafios são maiores.