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Ocean: Em busca de uma maré de energia

Ocean: Em busca de uma maré de energia
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A maior fonte de energia renovável de energia cobre até 70% do nosso planeta, por isso, pode ser bastante útil a energia dos oceanos dos oceanos como fonte estável para as grandes cidades. Vários países europeus têm apostado neste tipo de tecnologia, como é o caso de França.

Na ilha de Ushat, pertencente à região da Bretanha, eram utilizadas grandes quantidades de combustíveis fósseis para a produção de eletricidade. Vivem, na ilha, quase 900 pessoas. Espera-se que, dentro de 10 anos, os habitantes possam utilizar energia 100% renovável.

A sudeste da ilha existe um estreito com algumas das mais fortes correntes registadas em águas francesas, o Estreito de Fromveur onde a empresa Sabella começou com uma série de experiências.

A Sabella instalou o chamado sistema D10, que converte correntes marinhas em eletricidade. A energia é depois transferida por um cabo submarino.

É uma turbina submarina que usa energia hidrocinética, ou seja, a velocidade da água. A corrente das maré é o que permite fazer funcionar o mecanismo que aciona um gerador de energia.

O sistema D10 foi instalado em outubro de 2018 e é tão alto como um prédio de cinco andares.

Foi concebido para resistir às correntes do oceano e não precisa de manutenção com custo elevado.

Espera-se que a energia que produz seja assim mais barata.

A Sabella quer instalar mais turbinas em breve. No Estreito de Fromveur a produção de energia elétrica supera as necessidades da ilha. Por isso, será provável a transferência de uma parte para território continental francês.

Sistemas como o D10 são testados no Centro Europeu de Energia Marina, no Reino Unido, uma plataforma flutuante situada no norte da Escócia.

O projeto é fundado pela espanhola Magalhães Renováveis. As turbinas são fixadas de forma a fazer com que a manutenção seja simples, mesmo nas águas agitadas das ilhas Orkney.

A verdade é que as empresas europeias são consideradas líderes no setor. Espera-se que a produção de energia a partir dos oceanos possam ajudar as economias regionais europeias.

A Comissão Europeia investiu mais de 300 milhões de euros na última década para projetos como este. Agora, é preciso de investimento privado para fazer com que as tecnologias cheguem ao mercado.